Archives

Veja dicas para pagar menos Imposto de Renda em 2010

Contribuições à previdência privada têm que ser feitas até 31/12.

Doações e antecipação de despesas também podem ajudar.

É final do ano e o brasileiro ainda está pensando em Natal, Ano Novo e férias, mas quem quiser pagar menos Imposto de Renda ou receber uma restituição maior em 2010 tem que se preparar agora.

Gastos que podem ser deduzidos do IR, como aplicações em previdência privada e doações, têm que ser feitos até 31 de dezembro de 2009 para poderem ser aproveitados já na declaração entregue até o final de abril de 2010.

Mas Gerson Stocco Siqueira, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) do Rio de Janeiro, alerta que "para a pessoa física, não tem muitas manobras" para pagar menos IR. "Tudo tem limite ou proibição", diz o especialista.

Vale lembrar ainda que a Receita já anunciou que no ano que vem, vai apertar o cerco aos contribuintes. Quem declarar deduções, cair na malha fina e depois não conseguir comprová-las vai pagar multa de 75%. Portanto, fique atento: guarde todos os comprovantes relacionados à declaração do IR.

Previdência privada

A previdência privada é uma das opções para pagar menos IR. Os especialistas lembram que apenas os planos do tipo PGBL podem ser deduzidos do IR, até o limite de 12% da renda. Também só valem para o IR de 2010 as contribuições feitas até 31/12.

Quem tem o plano do tipo VGBL não pode deduzir as contribuições do IR; em compensação, paga imposto apenas sobre os rendimentos.

O PGBL também só é vantagem para quem declara pelo modelo completo do IR, já que no simplificado é usada a dedução-padrão de 20%. Os especialistas lembram que a declaração simplificada tem suas vantagens, já que não é preciso comprovar os gastos e portanto a chance de ficar na malha fina é bem menor.

Rogério Ramos, consultor do IOB, alerta que o plano de previdência privada tem que estar no nome de quem faz a declaração. "Se estiver no nome de outra pessoa, a declaração tem que ser em conjunto, mas a pessoa tem que ter sua própria renda", diz ele.

Ou seja: quem faz o plano em nome de um filho, por exemplo, tem que fazer a declaração em conjunto com ele e o filho tem que ter sua própria renda. O limite de 12% vai ser da renda do filho, nesse caso.

Doações

Alguns tipos de doações podem ser deduzidos do IR, como as feitas a projetos de incentivo à cultura e a fundos municipais, estaduais ou nacional da criança e do adolescente.

Ramos, do IOB, diz que, para poder se beneficiar da dedução, é preciso fazer a doação diretamente ao fundo ou instituição responsável pelo projeto cultural. Portanto, se estiver na dúvida, informe-se com a instituição sobre a possibilidade de deduzir a doação do IR antes de fazê-la.

De acordo com Siqueira, muitas pessoas fazem doações a familiares, por exemplo quando os pais ajudam um filho adulto a comprar um imóvel. "Como a pessoa que comprou o imóvel não tem renda compatível com a compra, o melhor é declarar no IR uma doação dos pais ao filho. Essa doação não pode ser deduzida, mas também não é pago IR sobre o valor", explica o especialista.

Despesas médicas e de educação

Segundo os especialistas, se for possível adiantar alguma despesa médica (fazer um tratamento que já se sabe que será necessário até o final do ano, por exemplo) ou educacional (pagar matrícula antecipadamente, por exemplo), pode ser vantajoso, já que o benefício vem já no próximo IR e não só no de 2011.

No entanto, Siqueira alerta que no caso das despesas com educação, que são limitadas, só há vantagem se os gastos desse tipo no ano ainda não tiverem ultrapassado o limite. Em 2008, o limite era de R$ 2.592,29 por pessoa por ano. Para os gastos médicos, não há limite.

Paula Leite
Do G1, em São Paulo

These icons link to social bookmarking sites where readers can share and discover new web pages.
  • Digg
  • Sphinn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Mixx
  • Google
  • Furl
  • Reddit
  • Spurl
  • StumbleUpon
  • Technorati

Veja dicas para organizar suas finanças no começo do ano

Início de 2010 traz gastos extras como impostos e material escolar.
Especialistas indicam parcelar pagamentos e pesquisar preços.

Muitos dizem que o ano no Brasil só começa depois do Carnaval, mas as cobranças se iniciam antes, como bem sabem as famílias brasileiras. Em janeiro e fevereiro, muita gente tem gastos extras como impostos (IPVA e IPTU, sobre veículos e imóveis, respectivamente), matrícula e material escolar e seguro de carro.

Se a família estiver de férias, os gastos podem subir mais ainda, mesmo se o pacote de viagem já estiver pago: são refeições em restaurantes, passeios, compras e outras "surpresas".

Para piorar ainda mais a situação, muita gente ainda tem resquícios do final de 2009, com parcelas a pagar referentes a compras de Natal.

"No começo do ano, o cobertor é curto e muitas vezes não dá para pagar tudo à vista", diz Marcos Crivelaro, consultor de finanças pessoais. Ele recomenda parcelar o pagamento dos impostos, já que a matrícula escolar normalmente não pode ser parcelada.

"Mas é muito ruim deixar de pagar essas parcelas dos impostos, porque com o governo não tem como negociar. Se não tiver como pagar alguma coisa, melhor tentar renegociar uma outra dívida", diz ele.
  
Para Cláudio Carvajal, professor da Faculdade Módulo, quem tiver algum dinheiro extra deve primeiro quitar as dívidas de 2009.

"A prioridade é pagar as dívidas com os juros mais altos, como as de cartão de crédito e cheque especial", diz ele. Se mesmo depois disso sobrar dinheiro, é vantajoso pagar o IPTU e IPVA à vista também, já que normalmente há descontos.

Carvajal diz que as famílias podem aproveitar o Ano Novo para começar a fazer um planejamento financeiro. "Não precisa de ferramentas sofisticadas, só uma planilha onde vão se registrando os rendimentos e gastos", diz ele, que lembra que é importante incluir nos gastos dos próximos meses as parcelas já assumidas.

Material escolar

A dica dos especialistas para gastar menos com as listas de material escolar é uma só: pesquisar. "As diferenças de preços são muito grandes, especialmente entre papelarias", diz Carvajal.

Crivelaro diz os cadernos e outros produtos de papelaria com personagens de desenhos costumam ser mais caros: "É melhor comprar só um ou dois itens de marca e os outros, comprar produtos mais baratos", diz.

Para o consultor, o consumidor deve escolher entre dividir a compra em várias lojas, para conseguir preços melhores, e concentrar as compras em uma loja só, quando, devido ao valor maior da compra, às vezes consegue-se uma condição melhor de pagamento.

Paula Leite
Do G1, em São Paulo

These icons link to social bookmarking sites where readers can share and discover new web pages.
  • Digg
  • Sphinn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Mixx
  • Google
  • Furl
  • Reddit
  • Spurl
  • StumbleUpon
  • Technorati

Mercado prevê crescimento econômico acima de 5% em 2010

Segundo analistas, produção industrial deve avançar 8% no próximo ano.
Para 2009, porém, mercado segue prevendo contração do PIB.

Os analistas do mercado financeiro elevaram, na última semana, a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país de 5% para 5,08%em 2010, informou nesta segunda-feira (28) o Banco Central, por meio do relatório de mercado. O documento é fruto de pesquisa com instituições financeiras.

Já para este ano, a projeção dos economistas do mercado financeiro é de que o PIB tenha uma retração de 0,22%. Na semana retrasada, a estimativa de recuo do PIB de 2009 estava um pouco maior: em 0,23%. A última queda do PIB brasileiro aconteceu em 1992, quando houve uma contração de 0,54%, de acordo com a série histórica do IBGE.

Na semana passada, o BC divulgou a sua estimativa de crescimento da economia para 2010, que é de 5,8%. Segundo o mercado financeiro, o crescimento do próximo ano será puxado pela indústria, uma vez que eles estimam um crescimento de 8% para a produção industrial no ano que vem, na comparação com um recuo de 7,6% neste ano.
Inflação

Para o IPCA de 2009, a previsão dos analistas de mercado recuou de 4,29% para 4,28% na semana passada, informou o BC. Já a estimativa do mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2010 permaneceu estável em 4,50% na semana passada.

No Brasil, vigora o sistema de metas de inflação, pelo qual o BC calibra a taxa básica de juros para atingir metas pré-determinadas - com base no IPCA. Para 2009, 2010 e 2011, a meta central é de 4,50%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Assim, o IPCA pode ficar entre 2,50% e 6,50% sem que a meta seja formalmente descumprida.
Juros

A expectativa do mercado financeiro é de que a taxa de juros, que foi mantida estável em 8,75% ao ano em dezembro, suba em 2010, terminando o próximo ano em 10,75% ao ano. Essa é a mesma previsão feita pelo mercado financeiro na semana retrasada.
Taxa de câmbio

Na semana passada, dado que foi informado nesta segunda-feira (28), a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2009 permaneceu estável em R$ 1,74 por dólar. Para o fim de 2010, a previsão ficou inalterada em R$ 1,75 por dólar.
Balança comercial e investimentos estrangeiros

Já a projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2009 caiu de US$ 25 bilhões para US$ 24,5 bilhões.

Em 2008, a balança comercial teve superávit de US$ 24,7 bilhões, com forte queda de 38,2% frente ao ano de 2007, quando o resultado positivo somou US$ 40 bilhões. Para 2010, a previsão do mercado financeiro para o saldo da balança comercial subiu de US$ 11,3 bilhões para US$ 11,6 bilhões de resultado positivo.

No caso dos investimentos estrangeiros diretos, a expectativa do mercado para o ingresso de 2009 ficou estável em US$ 25 bilhões na última semana. Para 2010, a projeção de entrada de investimentos no Brasil permaneceu em US$ 35 bilhões.

Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

These icons link to social bookmarking sites where readers can share and discover new web pages.
  • Digg
  • Sphinn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Mixx
  • Google
  • Furl
  • Reddit
  • Spurl
  • StumbleUpon
  • Technorati

Bovespa diminui ritmo, mas opera em alta nesta quarta

Após início de sessão com alta de quase 0,55%, ritmo diminui.

No começo da tarde, Ibovespa avançava 0,07%, aos 69.358 pontos.

Com ajuda dos ativos relacionados ao mercado interno, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) defende variação positiva, mas sem muita empolgação. Por volta de 13h30, o Ibovespa avançava 0,07%, aos 69.358 pontos, com volume de dinheiro movimentado em R$ 1,8 bilhão.

Os agentes do mercado estão atentos à movimentação após as 13 horas, em função do vencimento do Ibovespa futuro.  O contrato para dezembro deixa de ser negociado e a referência passa a ser o contrato para fevereiro de 2010, que tinha acréscimo de 0,31%, aos 70.515 pontos.

Na avaliação do especialista, a impressão é de o investidor já está satisfeito com os ganhos do ano. O começo de 2010, segundo operador ouvido pelo Valor OnLine, deve ser difícil, pois muito da melhora de cenário já está no preço dos ativos. " Está todo mundo otimista, o que é padrão nessa indústria, mas 2010 ainda é uma incógnita."

TAM

No campo corporativo, TAM PN é o destaque, com elevação de 6,0%, para R$ 38,15. A aérea anunciou que vai abrir o capital da subsidiária Multiplus, responsável por uma rede de fidelização de clientes e pelos programas de milhagem. A ação PN da GOL também ganhava valor e subia 2,45%, a R$ 26,33.

Em Wall Street, o Dow Jones começou o pregão com alta de 0,44%, enquanto o Nasdaq subia 0,58%. Os investidores assimilam uma bateria de indicadores. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu 0,4% no mês passado, ficando abaixo das previsões. O núcleo do indicador, que tira alimentos e energia da conta, permaneceu estável.

Já a construção de moradias nos EUA cresceu 8,9%, superando o previsto. Também foi divulgado que o déficit em conta corrente foi para US$ 108 bilhões no terceiro trimestre, ou o equivalente a 3% do PIB.

O dia ainda reserva os estoques de petróleo e a decisão de juros do Federal Reserve (Fed), banco central americano.

No mercado de câmbio, não há rumo definido. O dólar continua oscilando próximo da estabilidade contra o real, enquanto perde valor para o euro e para a libra. Há pouco, o dólar comercial declinava 0,11%, a R$ 1,752.
Do G1, com informações do Valor OnLine

These icons link to social bookmarking sites where readers can share and discover new web pages.
  • Digg
  • Sphinn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Mixx
  • Google
  • Furl
  • Reddit
  • Spurl
  • StumbleUpon
  • Technorati

UE busca apoio da América Latina, África e Ásia

Líderes europeus estão cortejando alguns países africanos, asiáticos e latino-americanos para se contraporem à influência da China e dos Estados Unidos nas conversações sobre mudanças climáticas em Copenhague, disseram autoridades francesas.


O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e seus aliados da União Europeia tinham receio de deixar a China se apresentar como porta-voz das economias emergentes. Esse temor teria como fundamento os laços da China com o G77, o bloco das nações em desenvolvimento, que é presidido pelo Sudão, um aliado de Pequim.

"Nós temos México, Brasil e Indonésia conosco. O que precisamos é reunir os 51 países africanos, todas as pequenas ilhas, as nações vulneráveis, Bangladesh e Índia, se possível", disse um assessor de Sarkozy, que não quis ser identificado.

Sarkozy apresentou sua agenda na questão climática durante conversações esta semana com os líderes da Etiópia, Egito e Indonésia, e nesta quarta-feira se reuniria com dirigentes dos 11 países da bacia do Congo, a segunda maior floresta do mundo, depois da Amazônica.

Os líderes da França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Espanha, Dinamarca e Suécia concordaram na semana passada, durante a cúpula da União Europeia, em levar adiante uma ofensiva diplomática conjunta para conquistar apoio a suas propostas.

"Eles intensificaram os contatos telefônicos. É óbvio, por exemplo, que para dialogar com a Argentina e Chile quem está mais bem posicionado é (o primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez) Zapatero, disse um assessor à Reuters.

Depois de tratar do assunto num almoço com o primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi, na terça-feira, Sarkozy disse que a África e a UE estavam "seguindo a mesma linha política" em termos de metas de redução de emissões de carbono - um dos motivos do impasse em Copenhague.

Meles, que representa a África nas conversações, foi um pouco menos otimista, mencionando "um acordo quase total".

BRASIL E FRANÇA

Sarkozy já estava pisando em terreno mais sólido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No mês passado, os dois fizeram um chamado conjunto às nações ricas para que elevassem imediatamente a ajuda às nações em desenvolvimento para o combate ao aquecimento global.

Sarkozy também propôs que 20 por cento de um fundo a ser criado para ajudar países emergentes a lidar com as mudanças climáticas deveria ir para projetos de preservação de florestas.

Assessores disseram que Sarkozy espera consolidar seu esforço diplomático durante um encontro de três dias com Lula e Meles em Copenhague na quinta-feira.

Os líderes europeus querem evitar que se repitam as cenas de segunda-feira, quando dirigentes africanos abandonaram temporariamente as conversações, acusando as nações ricas de tentar enterrar o atual protocolo de Kyoto sobre mudanças climáticas.

Os assessores de Sarkozy disseram suspeitar que a China, que tem influência cada vez maior sobre a África, teve participação na decisão africana de abandono das reuniões.

Fonte: Yahoo Notícias
Por Emmanuel Jarry
Agência Reuters

These icons link to social bookmarking sites where readers can share and discover new web pages.
  • Digg
  • Sphinn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Mixx
  • Google
  • Furl
  • Reddit
  • Spurl
  • StumbleUpon
  • Technorati

Repercussão da decisão do Copom sobre a taxa de juros

Banco Central manteve Selic em 8,75% ao ano pela 3ª reunião.
Antes disso, Copom vinha cortando a taxa para estimular economia.

Ficou dentro da expectativa do mercado a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, formado pelos diretores e pelo presidente da instituição, de manter novamente a taxa básica de juros inalterada em 8,75% ao ano.

Essa foi a terceira manutenção consecutiva da taxa Selic, que está neste patamar desde 22 julho deste ano. A decisão de manter os juros mais uma vez foi unânime e sem viés, de modo que a taxa deve permanecer em 8,75% ao ano até a próxima reunião do Copom - marcada para 26 e 27 de janeiro.

Veja o que analistas de mercado e entidades civis acharam da decisão do Copom:

Clodoir Vieira, economista-chefe da corretora Souza Barros
"Acredito que a partir da terceira reunião do ano que vem já exista a  possibilidade de eles elevarem a taxa de juros, porque haverá risco de inflação.
Como para 2010 a previsão é de crescimento da economia brasileira em 5%, os salários devem aumentar e o aumento da renda e do consumo podem pressionar os preços. Nesse caso, será necessário um ajuste. Acredito que, no comando do presidente Henrique Meirelles (que pode sair do cargo no ano que vem, as decisões do Copom sejam iguais às de hoje".

Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical
"Continuamos com uma taxa que asfixia a produção, inibe o consumo e, conseqüentemente, a abertura de novos postos de trabalho. É um erro estratégico, uma miopia econômica, que, com certeza, irá causar um impacto negativo na economia do primeiro semestre de 2010".

Artur Henrique, presidente nacional da CUT
"O final de ano merecia uma notícia mais animadora. Manter a taxa básica de juros nos patamares atuais não é das melhores. Apesar do processo de queda observado ao longo do ano – que para nós já era tímido – a taxa brasileira continua alta demais. Insistimos que o movimento de queda deveria ter sido mantido (...)".

José Arthur Assunção, presidente do Sindicato das Financeiras do estado do Rio de Janeiro (Secif-RJ)
"É preciso lembrarmos, a cada dia, que o Brasil mudou de status internacionalmente. Nós não precisamos mais trabalhar com juros altíssimos para atrair capital estrangeiro, por exemplo. Muito pelo contrário. Já fazemos parte de um seleto rol de nações. E é crendo nisso fielmente que penso ser até possível uma redução dos juros no ano que vem".

Abram Szajman, presidente da Fecomercio-SP
"O Banco Central tende a elevar os juros, mantendo a valorização cambial, a despeito dos efeitos negativos sobre o produto nacional e do absoluto controle dos preços".

Bráulio Borges, analista da LCA consultores
"O BC ainda não entrou na fase dois do ciclo da política monetária, que é mudar o discurso. Ele continua mencionando o 'cenário de inflação benigna' como justificativa para manter os juros. Acreditamos ele deverá adotar um discurso diferente a partir do início do ano que vem, para preparar o mercado para uma elevação dos juros. O BC nunca toma decisões bruscas, ele sempre muda o discurso primeiro antes de mudar a linha de atuação. Acredito que ele deva voltar a elevar os juros a partir de setembro de 2010".

Armando Monteiro Neto, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
"A inflação sob controle e a restrição do crédito bancário de origem privada justificam uma taxa de juros mais reduzida. Essa situação (dos juros altos) limita a retomada dos investimentos e retarda nossa recuperação, comprometendo o emprego e a produtividade".

Alcides Leite, professor da Trevisan Escola de Negócios
"Ainda havia capacidade ociosa nos setores produtivos suficiente para justificar a manutenção da taxa de juros, embora a economia esteja aquecida. Quando o uso da capacidade instalada chegar em níveis pré-crise, o Copom vai aumentar os juros, esse é o recado que eles deram. Isso deve acontecer em março ou abril."

Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
"Neste momento, a maioria dos países pratica taxa de juros básicas reais próximas a zero. Além disso, há bastante capacidade ociosa a ser aproveitada na indústria, pois a produção ainda está 5,7% abaixo do pico atingido em setembro de 2008.  Diante desse cenário, há, claramente, espaço para cortes adicionais da taxa Selic. É um absurdo o Brasil voltar a ocupar a segunda colocação no ranking das maiores taxas de juros reais do mundo".

Orlando Diniz, presidente da Fecomércio-RJ
"O Banco Central perdeu, mais uma vez, a chance de baratear o crédito e dar um passo importante para mudar o patamar do crescimento econômico do Brasil. A Fecomércio-RJ considera um equívoco a manutenção da taxa de juros, já que a inflação está sob controle, as expectativas estão dentro da meta e a valorização do real é um fator contra uma eventual alta nos preços".

Fonte: G1

These icons link to social bookmarking sites where readers can share and discover new web pages.
  • Digg
  • Sphinn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Mixx
  • Google
  • Furl
  • Reddit
  • Spurl
  • StumbleUpon
  • Technorati

Governo investigará cartel de fabricantes de telas de LCD

Secretaria de Direito Econômico abriu processo administrativo.
Empresas têm condenações nos EUA pela mesma prática.

A Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça abriu processo administrativo para investigar a denúncia de cartel internacional entre fabricantes de telas de LCD (painéis de TFT-LCD). Elas são usadas na fabricação de notebooks, celulares, videogames portáteis e reprodutores de arquivos de áudio e vídeo, como Ipods, além de televisores e monitores de computador.

Segundo a SDE, as empresas investigadas são a Chungwa Picture Tubes Ltd, a Hitachi Displays Ltd., a LG Display Co. Ltd, a Samsung Electronics Corporation, a Sharp Corporation e a Epson Imaging Devices Corporation. À exceção da Samsung Electronics Corporation, todas as empresas confessaram a prática de cartel internacional em todos os países consumidores do produto. O órgão afirma que há também fortes indícios contra a Samsung.

As empresas e os executivos investigados terão 30 dias para se defender das acusações. Caso sejam condenados, poderão pagar multa de até 30% do faturamento da empresa no ano de 2008. As empresas, com exceção da Samsung, já pagaram às autoridades dos Estados Unidos uma multa no valor aproximado de US$ 650 milhões pela prática de cartel.

A combinação de preços teria funcionado pelo menos entre setembro de 2001 e dezembro de 2006. As empresas teriam realizado reuniões para ajuste de preços em Taiwan, Coreia e Estados Unidos. Também teriam trocado dados relativos às vendas de painéis de TFT-LCD com a finalidade de monitorar e obrigar a efetivação dos acordos entre os concorrentes. Além disso, teria ocorrido troca de informações "comercialmente sensíveis" como oferta, demanda e planos de expansão, com reuniões bilaterais e multilaterais, além de acordos para divisão de clientes.

Em 2006, segundo o Ministério da Justiça, o mercado mundial de telas de LCD movimentou aproximadamente US$ 70 bilhões. O Brasil não tem produção local e toda a demanda é atendida por meio de importações.
Fonte:  Agência Estado
Fonte: G1

These icons link to social bookmarking sites where readers can share and discover new web pages.
  • Digg
  • Sphinn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Mixx
  • Google
  • Furl
  • Reddit
  • Spurl
  • StumbleUpon
  • Technorati

Habilidades pessoais contam tanto quanto nível de estudo

Concluir a graduação numa universidade de ponta e ter um MBA no currículo não são os únicos indicativos para saber que o profissional está qualificado para o mercado de trabalho.


Segundo a pesquisa Capacitação para competir: ensino pós secundário e sustentabilidade empresarial na América Latina, elaborado pela Economist Intelligence e patrocinado pela Dell e pela Fedex, feita com 192 executivos sênior na América Latina, a busca das empresas não está somente focada nas competências técnicas, mas também nas habilidades sociais.

“O interesse das empresas na economia global motivou o estudo para entender o que beneficia esse mercado. A educação é uma das variáveis mais importantes desse quadro”, afirma o diretor de Marketing e Comunicação Corporativa para a Fedex na América Latina e Caribe, Guilherme Gatti.

A falta de investimentos na educação, futuramente, porém, vai impactar o mercado de trabalho. “É algo que ocorre não só no Brasil,mas na América Latina como um todo e os efeitos são refletidos na inovação e no desenvolvimento das empresas”, diz Gatti.

HABILIDADES SOCIAIS

De acordo com ele,além da deficiência nas capacidades técnicas, há problemas também quando o assunto são as habilidades sociais. Segundo ele, essas são mais difíceis de medir e quantificar. São aquelas chamadas muitas vezes de aptidões pessoais ou interpessoais, como o pensamento crítico, liderança, capacidade para solucionar problemas e para trabalhar com a diversidade cultural.“Para 97% dos participantes, a globalização aumentou a necessidade por habilidades interpessoais”, afirma Gatti. Para solucionar a falta de preparo de muitos profissionais no mercado de trabalho, as empresas optam por treinamentos. Segundo Gatti, “é a opção quando não se encontra um profissional capacitado para tal função”.

Para o professor José Paulo Carelli, do Departamento de Direção Financeira do Instituto Superior da Empresa (ISE), escola associada ao Iese Business School, da Universidade de Navarra, Espanha, nos níveis não tão altos, o ensino superior pode ser o suficiente, porém não é uma regra. “Para muitos cargos, em diversas áreas, somente a graduação não é o bastante.

Há empresas que exigem uma formação mais prática, as habilidades pessoais, que, em geral, são percebidas após a entrada do funcionário na empresa.”

Segundo Carelli, para uma boa formação, a faculdade é meio caminho. “Um MBA, especialmente se fórum internacional, focará mais no desenvolvimento técnico em vez do pessoal. Entretanto, ele estará em contato com conceitos que lhe serão úteis para coordenar equipes.

Do ponto de vista gerencial, este seria um profissional de muito gabarito”, acredita ele.

RARIDADE NO MERCADO

Para a professora da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio

Vargas (FGV), Beatriz Maria Braga,uma das queixas mais comuns entre os gestores é a falta de profissionais altamente qualificados. Por outro lado, ela afirma que também há uma grande pressão sobre os funcionários.

“Assim que terminam a faculdade já são cobrados para que tenham uma especialização.

O ritmo da informação está muito maior atualmente, os profissionais não podem deixar de estudar, é algo que eles levarão para o resto de suas vidas.” Beatriz comenta que deixar de investir na qualificação técnica pode ser o primeiro passo para ser descartado do mercado.

“Uma pessoa que nem sequer tenha feito um curso num espaço de cinco anos é um tempo grande sem se aprimorar”, adverte ela. E ela também faz parte do time de especialistas que afirmam que as habilidades sociais contam pontos. “Relacionar-se bem e saber trabalhar em equipe, por exemplo, são itens que podem ser aprendidos com a experiência, depende de profissional para profissional. Há pessoas que já nascem com essa habilidade, que podem ser considerados líderes natos.”

De acordo com Beatriz, a falta de qualificação pode atingir qualquer pessoa. “É só se descuidar um pouco e você já não está mais cem por cento para determinada área ou função.” Ela diz que os jovens podem levar vantagem nesse ponto, por serem, em sua maioria, mas rápidos para as novidades e criativos.

Todavia, aqueles que estão há pouco tempo no mercado devem estar atentos: “Daqui a dois, três anos o cenário do mercado será outro. Não pode parar, é um desafio que proporciona o crescimento profissional.”

DISTÂNCIA

Na Sankhya, o diretor-presidente, Felipe Calixto, percebeu que entre os profissionais que chegavam havia uma distância entre os conceitos aprendidos na universidade e a prática do mercado de trabalho. “Muitos tinham um currículo fantástico, mas quando se viam diante de alguma questão para ser resolvida não conseguiam e até criavam um problema maior”, conta.

Em vez de aceitar as falhas, como a falta de iniciativa dos funcionários, Calixto preferiu mudar a realidade do mercado ao criar uma universidade corporativa, que oferece cursos presenciais e à distância, nas áreas que envolvem os processos da empresa. A empresa tem cerca de mil clientes, muitos deles acabam optando por contratar esses profissionais que passaram pela universidade corporativa.

“Com os clientes que usam o nosso sistema houve uma diminuição de 37% nas chamadas do help desk. Preparamos os profissionais para a nossa empresa, para clientes ou para outras oportunidades no mercado.” Segundo Calixto, o ideal seria que o sistema de ensino se aproximasse da realidade que os estudantes encontrarão nas empresas: “Deveria ter um treinamento comportamental para mostrar como agir no mercado de trabalho.” Cerca de 6 mil profissionais já passaram pela universidade corporativa nestes dez anos de existência, entre eles o analista de Marketing da empresa, Tiago Fonseca.

“Tenho muita vontade de crescer profissionalmente e investir na técnica e adquirir experiência é essencial.” Ele está há um ano e meio na empresa e nem por isso deixou de fazer cursos:“O objetivo é aprender sempre mais.”

Juliana Portugal
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

These icons link to social bookmarking sites where readers can share and discover new web pages.
  • Digg
  • Sphinn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Mixx
  • Google
  • Furl
  • Reddit
  • Spurl
  • StumbleUpon
  • Technorati

CEOs brasileiros focam mercado doméstico

Cenário 2010-2015: Eles apostam no crescimento do país e não priorizam a diversificação e a internacionalização de suas companhias.


Os CEOs brasileiros estão otimistas em relação ao futuro do país e de suas empresas nos próximos cinco anos. A confiança é tamanha que eles pretendem apostar boa parte de suas fichas no mercado interno. Não consta como prioridade na agenda internacionalizar os negócios, atrair investidores estrangeiros ou fazer aquisições e fusões. A grande preocupação é aumentar a rentabilidade da própria companhia e crescer no Brasil.

Esses dados fazem parte de uma pesquisa com 1065 dirigentes de empresas no país realizada pela consultoria Empreenda e pela HSM. Os executivos responderam 21 perguntas on-line sobre as perspectivas para o cenário 2010-2015. O consenso é de que o ano que vem será bastante positivo para os negócios. No levantamento, 80% dos líderes afirmam que esperam ver sua companhia ganhar participação no mercado e 64% que pretendem contratar novos funcionários. Metade dos participantes espera, inclusive, que suas empresas cresçam 10% em 2010.

Para o consultor Cesar Souza, esse otimismo é saudável, embora considere um erro dos líderes brasileiros não enxergar a diversificação como uma estratégia para sustentar o crescimento de suas companhias. Na pesquisa, 45,8% afirmam que vão concentrar seus esforços nos mercados e negócios existentes. "Eles estão enxergando apenas as oportunidades de curto prazo no mercado doméstico", diz. "Quando a companhia diversifica ela diminui os riscos futuros."

O fato de 25, 6% dos respondentes afirmarem que acham pouco importante internacionalizar os negócios e explorar novos mercados também é visto com apreensão pelo consultor. "O melhor momento para exportar e alavancar os negócios no exterior é justamente quando a retaguarda está coberta, quando as coisas estão indo bem", diz Souza.

Também ficaram fora da lista de prioridades e dos desafios mais importantes para os próximos anos a atração de investidores e a intenção de fazer fusões ou adquirir outras companhias. "Os presidentes deveriam pensar mais sobre firmar sociedades e parcerias porque os investidores de fora vão montar estratégias no país para aproveitar o crescimento do nosso mercado", diz Souza.

Um dos aspectos mais positivos da pesquisa, na opinião do consultor, é o aumento da preocupação dos líderes em relação à gestão das pessoas. "Este é um sinal de maturidade", diz Souza. Metade dos pesquisados está preocupada com o comprometimento dos funcionários para o sucesso da implementação das decisões estratégicas. Para 45,9% , será necessário desenvolver novas competências em suas equipes para viabilizar seus planos.

Para Marcos Braga, presidente da HSM, chama atenção o fato dos CEOs se preocuparem com o desenvolvimento de novas lideranças em suas companhias. A preparação de líderes é o segundo grande desafio apontado pelos gestores. "Eles querem ter pessoas capazes de influenciar "stakeholders" internos e externos", diz.
Fonte: Valor Econômico

These icons link to social bookmarking sites where readers can share and discover new web pages.
  • Digg
  • Sphinn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Mixx
  • Google
  • Furl
  • Reddit
  • Spurl
  • StumbleUpon
  • Technorati

A rotatividade dos funcionários pode e deve ser evitada

É comum as multinacionais terem dificuldade na hora de reter os seus melhores funcionários em suas filiais. Fundamentalmente, as estratégias decididas pela matriz não seguem a premissa de trazer os mesmos resultados para as subsidiárias estrangeiras, o que gera uma alta rotatividade de talentos. Para contornar esse impasse, as múltis devem adaptar suas estratégias aos diferentes contextos garantindo maior flexibilidade a todas as suas unidades pelo mundo.


Em todos os lugares, sempre existirão funcionários que abandonam o trabalho em decorrência de uma proposta financeira mais vantajosa ou motivados por melhores oportunidades profissionais. De qualquer maneira, as empresas podem e devem controlar essa rotatividade. Afinal, o entra-e-sai de empregados gera instabilidade na equipe, maiores custos na contratação e impactos negativos na imagem da empresa.

Dentro dos diferentes tipos contratuais, as empresas podem adotar práticas responsivas e preventivas. Centradas em eliminar as ameaças de rotatividade no curto prazo, entre as responsivas estão o salário, a participação dos empregados nos benefícios, os planos baseados no rendimento, a redução da ambiguidade de funções do empregado. Essas estratégias podem ser postas em prática rapidamente e durante um período de tempo limitado. Já as práticas de retenção preventivas, possuem o tempo a seu favor e visam reduzir a rotatividade no longo prazo.

Todas as práticas de retenção mencionadas possuem uma eficácia altamente comprovada. No entanto, o cenário muda radicalmente ao aplicá-las às subsidiárias estrangeiras que, diferentemente da matriz, enfrentam grandes diferenças salariais entre os expatriados e os funcionários locais, além do choque idiomático e de cultura corporativa.

Para atenuar essas questões, a imposição das práticas de retenção da multinacional não é a melhor estratégia. Cada país possui sistemas e costumes empresariais próprios que não podem ser ignorados. A cultura das instituições do Reino Unido, por exemplo, apresenta diferenças enormes comparada à das corporações japonesas. Desta maneira, as práticas responsivas e preventivas devem ser complementadas com algumas adaptações aos hábitos e às necessidades particulares de cada contexto.

Para definir as práticas de retenção de suas filiais estrangeiras, as multinacionais devem, primeiramente, considerar a idiossincrasia do país de origem. Em segundo lugar, é necessário verificar como as filiais se ajustam às práticas estratégicas da matriz. O próximo passo é analisar a flexibilidade das filiais em incorporar procedimentos específicos. Quanto maior for sua disposição, maior será sua eficácia.

Por último, ao elaborar um plano de retenção, a empresa deve avaliar a estrutura da multinacional, a singularidade do país onde está instalada sua filial, a relação entre as duas e o poder de sua subsidiária. Todos esses itens influenciam na eleição de práticas globais ou específicas. Ou ambas.

Não há dúvidas de que uma estratégia de retenção de funcionários vai muito além da aplicação de uma série de práticas comuns a todas filiais. Transferir os processos sem questioná-los é, no mínimo, ineficaz. Quanto mais flexíveis forem as multinacionais na hora de aplicar suas estratégias, mais sucesso terá a filial na retenção de seus empregados mais valiosos.

Sebastian Reiche é professor do IESE Business School
Fonte: Valor Econômico

These icons link to social bookmarking sites where readers can share and discover new web pages.
  • Digg
  • Sphinn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Mixx
  • Google
  • Furl
  • Reddit
  • Spurl
  • StumbleUpon
  • Technorati

Fusão cria empresa de ensino à distância de R$ 20 milhões

Educação: União de EduWeb, QuickMind e Milestone forma, segundo controladores, a maior do setor no país


Silvia Costanti / Valor

Da fusão de três empresas do Rio de Janeiro está nascendo a que, segundo seus controladores, é a maior empresa brasileira da área de gestão de capital humano e educação on-line à distância (e-learning). A criação da Affero só será tornada pública hoje, durante o primeiro dia de atividades da 9ª Expo-Management, evento mundial de gestão empresarial que acontece até quarta-feira, em São Paulo. A empresa nasce com faturamento assegurado de R$ 20 milhões este ano e com meta de alcançar R$ 35 milhões em 2010, com crescimento de 75%.

Segundo Fabio Barcellos, presidente da nova empresa, o nome Affero, originário do latim, tem para a nova empresa o sentido de "ponte para a troca de conhecimento". Ela nasce da união em partes iguais das empresas EduWeb, QuickMind e Milestone, empregando 150 pessoas e com uma carteira de 120 clientes, incluindo as maiores empresas do Brasil, como Petrobras, Vale, Odebrecht e Embratel.

Barcellos, que comandava a QuickMind, disse que até o fim de 2010 o número de empregados deve subir para 210. A equipe é formada, principalmente, por profissionais de tecnologia, educação e comunicação. Barcellos explica que, ao permitir a disseminação e o compartilhamento de conhecimentos à distância, as empresas de e-learning reduzem os custos operacionais das corporações com treinamento e lhes permitem investir mais no aperfeiçoamento das suas equipes.

As negociações para unir as três empresas, todas nascidas no fim da década passada e início desta, começaram em meados de 2008 a partir da observação de que o setor de e-learning no Brasil era totalmente pulverizado, na contramão das demais áreas, inclusive a de educação formal, e mesmo do próprio setor nos países desenvolvidos, especialmente nos Estados Unidos. "Decidimos antecipar essa tendência aqui no Brasil", conta o engenheiro de computação Daniel Orlean, representante da Milestone na nova sociedade e que terá a incumbência de comandar a expansão internacional da Affero.

A empresa já possui uma base em Lisboa, de onde alcançou os mercados de Angola e Moçambique, países africanos de língua portuguesa, e uma subsidiária nos Estados Unidos, atendendo clientes locais e em outros países, como Canadá, México e Colômbia. A Affero nasce também com parcerias, originárias das três associadas, em pelo menos 12 países. "Nosso negócio é internacional por natureza", explica Orlean.

No Brasil, dada a fragmentação do setor, existem hoje "mais oportunidades de negócios do que empresas capazes de responder a essas demandas", segundo Alex Lucena, representante da EduWeb e, a partir de agora, diretor de Operações da nova empresa. Lucena disse que a consolidação de três empresas que se complementam ajudará a Affero a desenvolver novos produtos e a "permanecer na vanguarda do setor no Brasil".

Apesar de pequenas, as três empresas que acabam de se associar passaram ao largo da crise econômica, de acordo com os três sócios entrevistados pelo Valor (a Affero tem dez sócios, no total). As três vinham apresentando taxas de crescimento entre 40% e 50% nos últimos anos e não houve oscilações negativas em 2008 e 2009. Barcellos ressalta que durante a crise as grandes empresas até ampliaram seus esforços para difundir conhecimentos, usando a ferramenta da internet e seus subprodutos, como as redes sociais.
Fonte: Valor Econômico

These icons link to social bookmarking sites where readers can share and discover new web pages.
  • Digg
  • Sphinn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Mixx
  • Google
  • Furl
  • Reddit
  • Spurl
  • StumbleUpon
  • Technorati

Brasil sofre com escassez de engenheiros

O projeto brasileiro de crescer 6% ao ano pode esbarrar em um problema básico: a falta de engenheiros. Apesar de ter crescido nos últimos anos, essa é uma área da graduação que anda a passos lentos e é deixada para trás por cursos como Administração e Direito. Um levantamento feito pelo Estado mostra que, entre os 589 cursos autorizados pelo Ministério da Educação entre julho de 2008 e agosto de 2009, apenas 13% eram da área. Nem mesmo as novas universidades públicas têm ajudado muito: entre os 283 cursos que estão sendo ofertados pelas 12 novas federais, apenas 52 são de Engenharia.


O governo federal já reconheceu essa área como estratégica para o País. Ainda assim, o Ministério da Educação tem dificuldade em incentivar novos cursos. Falta de profissionais para ensinar e o alto custo da criação de laboratórios inibe instituições privadas, que preferem se dedicar a áreas mais simples, como Pedagogia, Administração ou Direito, ou investir em cursos como Medicina e Odontologia, que têm alto custo mas também alta procura e rendem mensalidades caras.

Tanto que a Engenharia é uma das únicas áreas do ensino superior em que a distribuição de vagas é praticamente meio a meio entre públicas e particulares. Na soma geral, 75% das graduações estão na mão de faculdades privadas.

Dos cursos autorizados no período de 12 meses, mais uma vez Administração é campeã: foram 63. Número igual ao de Ciências Contábeis. As denominações de Engenharia - que vai desde a civil até naval e aeronáutica, passando por florestal, entre outras - somam 77.

Desde 2002, o número de vagas disponíveis em cursos dessa área cresceu 40%. Parece muito, mas o patamar de partida era muito baixo. Em 1991, enquanto Direito já tinha 35 mil vagas nos vestibulares, Engenharia mal passava de 5 mil. Hoje, todos os cursos de Engenharia no País somam pouco menos de 120 mil vagas - excetuando-se ainda Engenharia de Alimentos e outras denominações que são, na verdade, cursos de tecnologia. É pouco mais de 4% de todas as vagas de ensino superior do País. Já Administração, com suas 526,3 mil vagas, representa mais de 18%. Também foi a área que mais cresceu desde 2002: 60%.

Na Coreia do Sul, 26% de todos os formandos são engenheiros. No Japão, 19,7%. Mesmo o México, país em desenvolvimento com indicadores semelhantes aos brasileiros, hoje tem 14,3% de seus formandos nessa área. Na China, eles alcançam 40%.

Além disso, como candidatos a engenheiros tendem a demorar mais para terminar a faculdade ou deixar o curso antes da conclusão, tem-se um quadro de escassez. Uma análise feita pelo Estado mostra que o número de formandos em 2007 era apenas a metade do número de ingressantes cinco anos antes - o que pode indicar evasão, troca de curso ou pelo menos atraso para terminar a faculdade. Na Pedagogia, esse índice chega a 80%. Em Direito, passa de 60%.

"Toda vez que o País cresce por alguns anos seguidos, nos deparamos com essa situação limite. Temos um enorme déficit de mão de obra qualificada. Não há um plano claro de reversão disso, nos parece que falta um plano estratégico", diz Rafael Lucchesi, diretor de operações da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O diretor da CNI afirma que uma lógica de mercado faz com que as instituições privadas optem por cursos mais baratos, mas reclama que o MEC precisa ter uma ação mais direta. "Tem faltado uma política de indução mais forte. Talvez precisemos de uma interlocução mais direta com o ministério, algo mais permanente."

A área já sofre por falta de interessados. Estudo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) revela que, de cada 800 estudantes matriculados no ensino fundamental, apenas 1 opta por Engenharia - a maioria, na verdade, nem chega à faculdade para ter uma opção. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Fonte: Yahoo Brasil - SP

These icons link to social bookmarking sites where readers can share and discover new web pages.
  • Digg
  • Sphinn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Mixx
  • Google
  • Furl
  • Reddit
  • Spurl
  • StumbleUpon
  • Technorati

Tribunal vê falhas em ensino a distância

Auditoria encontrou problemas na conexão de internet, principal ferramenta utilizada pelos 110 mil alunos dos cursos


Na região Norte, estudantes demoram duas horas para enviar trabalhos; governo admite problemas e afirma trabalhar para corrigir erros

FÁBIO TAKAHASHI
DA REPORTAGEM LOCAL

O projeto de ensino a distância do governo federal para formar professores tem falhas que causam "risco de sustentabilidade", aponta auditoria aprovada no mês passado pelo Tribunal de Contas da União.

A auditoria constatou, por exemplo, problemas na conexão de internet nos cursos, principal ferramenta utilizada pelos estudantes. A crítica foi feita por 42% dos tutores, espécie de docentes que acompanham os futuros professores.

O governo admite a existência de problemas, mas diz que são esperados em um programa de grande dimensão e relativamente recente (iniciado em 2005). Afirma também que está corrigindo as falhas (leia mais nesta página).

A Universidade Aberta do Brasil, como é chamado o programa de formação, é a principal aposta da gestão Lula para reduzir o número de professores sem a formação adequada que atuam na educação básica. Hoje, são 110 mil alunos matriculados no projeto.

A União estima que 300 mil docentes do país não têm ensino superior ou lecionam em área diferente de sua formação original. A melhora do magistério é apontada pelo próprio governo como o fator mais importante para aumentar a aprendizagem dos estudantes.

Um dos maiores problemas encontrados pelo tribunal foi a condição dos polos presenciais, locais onde os alunos participam de aulas obrigatórias e podem usar os computadores para atividades a distância, como trabalhos e videoconferências.

Como o projeto atende principalmente cidades com população de baixa renda, a maior parte dos alunos depende da estrutura do polo para estudar.

Conexão
Na apuração feita em Pacaraima (RR) e Moju (PA), constatou-se que os alunos demoram até duas horas para conseguir enviar um trabalho. Quando a conexão cai, o aluno perde toda a atividade.

Além da instabilidade na conexão, a fiscalização constatou também que diversos polos não possuem biblioteca ou laboratórios de áreas específicas. Os problemas do projeto existem devido a uma falha de gestão do governo, afirma Mozart Neves, membro do Conselho Nacional de Educação.

Neves critica o fato de o governo federal ter delegado aos municípios a manutenção dos polos - a União gerencia o projeto e fornece a internet; as universidades são encarregadas do projeto pedagógico. "O programa é bem desenhado. A falha é o MEC ter deixado a estrutura com os municípios. Muitos prefeitos inauguram a obra e depois deixam de lado", diz.

A mesma auditoria do tribunal encontrou problemas no Pró-Letramento, programa federal que visa aperfeiçoar os professores de português e matemática, da 1ª à 4ª série.

Muitos dos tutores dos professores são escolhidos por meio de indicação política, apontam relatórios da Unicamp, UFMG (federal de Minas) e Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos).

Além disso, 52% dos municípios que aderiram ao projeto não estão na relação de piores nas avaliações federais de qualidade, perfil que deveria ser prioritário, afirma o tribunal.

Ministério da Educação diz trabalhar para resolver erros

DA REPORTAGEM LOCAL

O Ministério da Educação afirma que já tomou medidas para sanar problemas da Universidade Aberta do Brasil.

Em relação à conexão à internet, a pasta diz que conversa com as operadoras Telefônica e Oi para que o serviço fique satisfatório imediatamente.

O prazo inicialmente estipulado para a melhoria é o final do ano que vem, mas o governo pretende encurtar o período para a Universidade Aberta do Brasil -o projeto engloba também conexão nas escolas públicas de educação básica.

"É uma operação grande, precisa implementar torres, fazer cabeamentos", afirma o secretário de Educação a Distância do governo federal, Carlos Eduardo Bielschowsky.

Sobre os problemas de estrutura física dos polos, o ministério afirma que, "a priori, essa é uma responsabilidade de municípios e Estados".

Diz, porém, que tem dado apoio aos municípios com mais dificuldades. Exemplos: reforma de 110 polos em municípios com notas baixas; envio de 171 laboratórios de física, química e biologia; e envio de 600 mil livros às unidades presenciais.

"Os problemas estão sendo corrigidos. O modelo do programa, com a participação de prefeitos e governadores, é muito bom, já funciona na Espanha e no Rio [iniciativa estadual]. O envolvimento de todos dá sustentação política ao projeto", afirma o secretário de Educação a Distância.

A pasta afirma que 200 especialistas contratados percorreram todos os polos. A avaliação deles é que 384 das unidades estão satisfatórias, 111 regulares e 55 necessitam de melhorias urgentes.

Sobre a possibilidade de indicações políticas de tutores, o MEC afirma que a escolha precisa ser "técnica". A pasta diz que investigará as denúncias e, caso seja confirmado o problema, o órgão responsável pela contratação será penalizado.

Em relação à crítica da distribuição de municípios participantes do Pró-Letramento, o governo afirma que a decisão de aderir ao projeto cabe aos prefeitos. Ressalta que 82% dos municípios prioritários, segundo os critérios internos do MEC, estão contemplados.

A Undime (entidade que representa os secretários municipais de Educação) afirma que, por conta da crise econômica, as prefeituras estão com dificuldades orçamentárias neste ano, o que dificulta a manutenção dos polos. Segundo o presidente Carlos Eduardo Sanches, a previsão é que haja melhorias no ano que vem.
Fonte: Folha de São Paulo

These icons link to social bookmarking sites where readers can share and discover new web pages.
  • Digg
  • Sphinn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Mixx
  • Google
  • Furl
  • Reddit
  • Spurl
  • StumbleUpon
  • Technorati

Escolaridade cresce entre deficientes no mercado de trabalho

Das 323.210 pessoas com deficiência no mercado de trabalho, 179.161 - ou 55,4% - têm ensino médio, curso superior, mestrado ou doutorado, segundo os dados da Rais 2008.


O índice é dois pontos percentuais superior ao registrado no levantamento de 2007, no qual 53% das pessoas no mercado tinham deficiência.

A consultora da Accenture Flavia Rodrigues, 32, que tem deficiência auditiva severa, está entre esses trabalhadores. "Para mim, a deficiência não é impedimento, e sempre busco formas de me superar", diz ela, que se formou em estatística e hoje coordena uma equipe em um projeto de banco de dados.

O arquiteto Alexandre Ohkawa, 29, concorda que a deficiência não é barreira. Mas a alta escolaridade não impediu que permanecesse um ano e oito meses desempregado.

Depois de se formar, em 2001, fez curso de fotografia e passou seis meses em Londres para aperfeiçoar o inglês enquanto não conseguia uma oportunidade em sua área.

Para ele, a informação "deficiente auditivo oralizado" em seu currículo era um obstáculo à contratação. "Mesmo me expressando bem e com projetos bacanas no portfólio, as pessoas tinham resistência."

Há três anos, no entanto, foi chamado pela Cnec, onde desenvolve projetos de usinas hidro e termelétricas. "O trabalho me deu mais autoconhecimento profissional, como organização e disciplina", afirma.

"É muito pouco o que essa população exige", destaca a superintendente de obras e responsável pelo programa de inclusão na companhia, Maria Tereza Fernandes de Campos. E completa: "Os benefícios são imensos --há até aumento da flexibilidade de toda a equipe".

Escolaridade

Apesar de a maior parte dos profissionais ter ao menos ensino médio completo, o gerente de inclusão e capacitação da Avape (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência), Marcelo Vitoriano, explica que muitas pessoas têm defasagem grande em relação à escolaridade -"daí a necessidade de capacitação".

Folha de S.Paulo - retirada da Folha Online

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/classificados/empregos/ult1671u659145.shtml
Fonte: www.administradores.com.br

These icons link to social bookmarking sites where readers can share and discover new web pages.
  • Digg
  • Sphinn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Mixx
  • Google
  • Furl
  • Reddit
  • Spurl
  • StumbleUpon
  • Technorati
Ocorreu um erro neste gadget