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País ruim para negócios

A crise mundial estimulou os governos de muitos países a oferecer às empresas locais condições mais adequadas para sua operação, de modo que elas pudessem resistir melhor aos impactos negativos dos problemas internacionais e até, se possível, gerar emprego. No ano passado, 117 países, de um conjunto de 183 analisados, adotaram 216 reformas de normas para facilitar a abertura e a operação de negócios, assegurar os direitos das empresas, fortalecer os contratos, simplificar os procedimentos relativos à falência e dar mais eficiência aos mecanismos para a solução de controvérsias comerciais.

Na maioria dos países ficou mais fácil fazer negócios, como mostra o estudo Doing business 2011: Fazendo a diferença para os empresários, elaborado pelo Banco Mundial e por seu braço financeiro destinado a apoiar empresas privadas, a Corporação Financeira Internacional (IFC, em inglês).

Mesmo tendo sido responsável por uma das mais de 200 reformas detectadas pelo estudo, o Brasil perdeu posições na classificação dos países onde o ambiente é mais propício para a atividade empresarial e, por isso, tendem a atrair maior volume de investimentos. Caiu da 124.ª posição que ocupava na classificação do estudo anterior para o 127.º lugar.

Os responsáveis pelo estudo ressalvam que mudanças na classificação geral podem sugerir aos investidores alterações no ambiente em que as empresas operam em determinado país, mas elas devem ser vistas com cautela. Países que, em determinado período, enfrentaram algum tipo de dificuldade podem, em outro momento, adotar medidas que favoreçam substancialmente as condições para a realização de negócios e, desse modo, superar outros na classificação geral. Isso não quer dizer que a situação piorou naqueles países que foram ultrapassados.

A ressalva pode até valer para justificar a piora da classificação do Brasil na edição mais recente do estudo, mas o que nele se constata, de maneira muito clara, é que, aqui, continua sendo muito difícil abrir, operar e fazer prosperar uma empresa.

O Brasil integra a terça parte dos países mais mal classificados da lista. Está muito atrás da China, país em que o Estado controla com rigor as atividades empresariais, mas, mesmo assim, tem sabido estimular essas atividades bem mais que o Brasil, razão pela qual ocupa a 79.ª posição. Dos países latino-americanos, o Brasil está atrás, entre outros, de México, Peru, Colômbia, Chile, Porto Rico, Panamá, Jamaica, El Salvador, República Dominicana, Guiana, Guatemala, Paraguai, Argentina, Nicarágua, Uruguai e Costa Rica.

O estudo registra uma mudança importante adotada recentemente pelas autoridades brasileiras para a abertura de empresas no País. Trata-se da simplificação do pedido de inscrição no cadastro de contribuintes, que agora pode ser feito por meio eletrônico de uma única vez, para os três níveis de governo.

Mas registra, também, a persistência de agudos problemas para a abertura e operação de empresas no País. Embora em alguns Estados os procedimentos tenham sido simplificados e o prazo reduzido substancialmente, continua muito complicado abrir uma firma no Brasil. Em média, o interessado em iniciar um negócio tem de cumprir 15 exigências e esperar quatro meses até a conclusão do processo. Nesses dois quesitos (número de procedimentos e prazo para a abertura da empresa) o Brasil está entre os dez piores países do mundo.

A complexidade do sistema tributário brasileiro é outro item que empurra o Brasil para perto do fim da classificação geral. O Brasil é o último colocado no item "tempo gasto para a administração e recolhimento de tributos". Aqui uma empresa consome 2.600 horas por ano para cuidar dos impostos. É mais do dobro do tempo que se gasta no país que ficou em penúltimo lugar, a Bolívia, onde uma empresa gasta, em média, 1.080 horas por ano para isso. A pesquisa não leva em conta o peso da tributação sobre a atividade produtiva, o que certamente pioraria ainda mais a classificação geral do País.

- O Estado de S.Paulo

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Velho para o trabalho: o verdadeiro desperdício

A vivência profissional é fundamental pois evita que o indivíduo acabe por produzir resultado pobre e de pouca abrangência diante das muitas variáveis que envolvem uma dada situação a ser equacionada.


A literatura técnica sobre Economia e Administração, trata, entre outros temas, da alocação eficiente dos recursos naturais que irão tornar-se bens econômicos. Todavia, diariamente desperdiçamos ou alocamos muito mal um recurso mais valioso do que ouro : o profissional experiente, que passou dos 40 anos de idade(1).

O erro está na direção das empresas, pois credita-se ao mercado tal política de recursos humanos. O mercado não é uma entidade consciente e homogênea que possa emitir juízo de valor sobre o que diferentes e complexos agentes sociais e econômicos, com diferentes e igualmente complexos objetivos têm em comum sobre os profissionais demandados ou necessitados.

Parece-me que o mercado, aqui, funciona como fiel depositário de um contrassenso por parte dos administradores de recursos humanos, respaldados por empresários, via de regra; ou seja, faltam talentos e mão de obra qualificada, todavia, estão disponíveis em subempregos ou tentando (por necessidade) empreender algum tipo de negócio que dificilmente dará certo, porque sabem, pelo profissionalismo, que empreender difere de administrar, tão somente.

É raro um indivíduo que possua excelência tanto na administração quanto no ato de empreender. O resultado, para o profissional qualificado, preparado, com cabedal, mas prematuramente descartado por nosso sistema econômico, frequentemente é a depressão, a desilusão. Ninguém, ainda, consegue calcular matematicamente os efeitos nocivos desse fenômeno que é sobretudo social, não apenas econômico, um bom trabalho para economistas, sociólogos e psicólogos.

As empresas bem governadas e administradas sabem fazer a mesclagem correta entre profissionais jovens com pouca experiência de campo, com os mais experientes, todavia, elas são poucas no Brasil. A maioria delas literalmente caça talentos no mercado de trabalho, todavia, ignoram que talento é o resultado de formação técnica (acadêmica e profissional) combinado com o correr do tempo; os jovens talentos costumeiramente sucumbem diante de crises quando no comando, sem profissionais experientes aos seus lados. Isso se explica com a compreensão (nossos empresários ainda não o compreenderam) que é fundamental ao profissional de administração saber avaliar corretamente as questões que lhes são impostas diariamente e compreender as implicações das decisões que toma, para isso deve ter conhecimento sobre o assunto e capacidade crítica aguçada e, sem a variável tempo, isso não é possível.

A vivência profissional é fundamental pois evita que o indivíduo acabe por produzir resultado pobre e de pouca abrangência diante das muitas variáveis que envolvem uma dada situação a ser equacionada. Somemos a isso as indicações para preenchimento dos cargos baseadas no parentesco, amizade, religião, de política partidária e indicações pelo crime organizado, que combinadas, produzem ineficiência no sistema ou mercados. Isso ainda é pouco estudado por nós.

Gostaria de dizer que a solução única e indiscutível está na Educação, contudo, a sinceridade obriga-me a dizerque sem o despertar da conciência de cada indivíduo, por intermédio de reflexão, de um diálogo interior, nada mudará significativamente.Nós somos uma nação que não pode dizer que uma pessoa de 30, 40, 50 anos esteja velha para o trabalho, principalmente para trabalho qualificado e sobretudo no País que envelhece rapidamente. Vamos estudar demografia.

A questão sobre idades e competências, incluindo as profissionais, envolve valores culturais que não são, propriamente nossos. Não é da cultura do índio, do negro e mesmo do europeu mediterrâneo, expurgar da vida em todos os sentidos, as pessoas que passaram dos 30, 40, 50 anos etc. Aos 30 anos de idade não é possível ter experiência ao nível de diretoria, por exemplo e, dependendo do tipo de empresa, pelas complexidades dos negócios, somente aos 50 anos de idade em diante. As empresas no Brasil fazem o contrário das nações desenvolvidas porque copia-se a moldura, não o conteúdo do quadro, somos copiadores medíocres.

Nós que estamos ou estaremos em posição de comando, precisamos mudar essa realidade adversa ao nosso desenvolvimento econômico e social , sobre competências decorrentes de idades supostamente avançadas para o trabalho.
Um dos prêmios Nobel do ano de 2007, Economia, contava 90 anos de idade. No Brasil, com mais de 50 anos de idade ele seria banido das empresas e universidades, lhe restaria jogar dominó na praça.

Os jovens tenentes podem e devem ganhar batalhas mas serão os velhos generais que, no final, vencerão a guerra.

(1) Mesmo pessoas com 35 anos de idade.

Fonte: www.administradores.com.br
Por Carlos Cesar D"Arienzo

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Investir e reter talentos

Várias empresas brasileiras são premiadas por investir e reter talentos, nomeadas como: as melhores empresas para se trabalhar, as empresas com as melhores práticas de gestão de pessoas e outros prêmios lançados ao mercado e visualizados em campanhas de marketing institucional e em jornais e revistas.

Há de se entender que por trás de um prêmio destes existem diversos fatores e práticas de dia-a-dia, envolvendo pessoas, processo e equipamentos, em total sintonia de construção e que chamamos de administração. A área de recursos humanos é fundamental neste contexto, pelo planejamento e execução de políticas e de ações que realmente valorizem o colaborador.

Para a empresa / organização estes prêmios são importantíssimos, pois traz à tona a visibilidade do ambiente interno da empresas, suas regras, suas políticas, sua visão sobre recursos ou talentos humanos. Ressalto que uma empresa com uma imagem de valorização de talentos sempre irá atrair mais talentos. As pessoas fazem questão de fazer parte deste quadro, ou seja, quem está dentro quer ficar e quem está fora quer entrar, portanto escolhem-se os melhores ou incentivam-se a formação dos melhores.

Para os integrantes, colaboradores funcionários, são a experimentação e a sensação de fazer parte de uma empresa que os vê com bons olhos, com planejamento de futuro, na maioria das vezes utilizando-se da meritocracia no lugar de escolhas pessoais e emocionais. Pela meritocracia tem-se a certeza de que se fazendo o melhor possível e extrapolando-se as metas e objetivos haverá recompensa.

Um alerta a ser feito é para as empresas que julgam que recompensa é simplesmente pagar bem, pagar em dia e cumprir o que foi combinado. Recompensa pode ser entendida como agradecimento, reconhecimento, aplauso, gratidão, consideração, importância e prestígio. Como se pode perceber vai muito além do “estou pagando para você fazer”.

Parabéns às empresas e aos verdadeiros gestores de talentos humanos. Vale ainda, um lembrete: São as pessoas que fazem as empresas e não o contrário. Está mais do que na hora dos antigos modelos de gestão migrarem para o contemporâneo.

Fique atento. Nesta coluna vamos trazer toda semana temas de interesse do mundo dos negócios.

Prof. Clóvis de Souza Dias
Mestre em Administração
Sócio da Castro Dias Consultoria e Cursos
http:\\www.profclovisdias.blogspot.com

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Empresas familiares e a sucessão empresarial

As empresas familiares existem em todos os setores da economia, de todos os portes e com os mais variados estilos de gestão. Logicamente as grandes empresas se antecipam e criam políticas e normas de sucessão, considerando o parecer de conselhos de administração, de diretores profissionais contratados e, desta forma, sofrem menos com o tema.

O problema é maior nas médias e, principalmente, nas micro e pequenas empresas, pois nestas o poder decisório é centralizado em um ou dois diretores ou proprietários / sócios e um erro qualquer pode ser trágico para o futuro da empresa.

Em uma grande empresa os números de faturamento, de custos, de despesas são grandes e, quando se quer modificar algo, normalmente, se senta à mesa de reuniões com propostas, projetos de viabilidade, demonstrativos de pesquisa de mercado, investimento orçado e resultado projetado. Após todas as discussões define-se o caminho a ser tomado.

Já em empresas menores, principalmente nas familiares e ainda não profissionalizadas, as discussões não acontecem com freqüência e, quando acontecem, tem uma sobrecarga de objetivos pessoais e emocionais, que “podem” influenciar as decisões. Esta influência na maioria das vezes despreza as regras de mercado e da organização prejudicando assim o andamento das empresas.

Note que no primeiro caso, das grandes empresas, temos projetos e discussões exaustivas até se chegar a uma decisão e, isto normalmente não acontece nas micros,  pequenas e médias, justamente quando deveriam ocorrer.

Estes projetos e discussões fazem parte de um aculturamento de profissionais envolvidos nas empresas e que no caso das familiares serviriam de preparo e observação de quais os “parentes” e funcionários estariam em condições de assumir determinados cargos nas empresas.

Temos visto ao longo do tempo que a dinâmica do mercado não tem sido paciente com empresas que não se preparam para a sucessão. Podem-se citar, inclusive, grandes grupos empresariais, que por problemas de sucessão saiu do “top” de uma lista de melhores empresas e simplesmente faliram e até hoje os “parentes” brigam na justiça pelo pouco que sobrou.

As empresas têm obrigação de lidar e trabalhar este tema pois não temos mais espaço para o cargo de “parente”. Os cargos até podem ser assumidos por parentes, mas estes devem demonstrar competência, compromisso, ética e outros valores essenciais ao negócio.

Prof. Clóvis de Souza Dias
Mestre em Administração
Sócio da Castro Dias Consultoria e Cursos

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As empresas e a constante busca

As empresas sempre passam por ciclos impostos pelo mundo dos negócios. Podem-se citar algumas fases como: busca por profissionais especialistas, busca por melhoria de qualidade, busca por produtos inovadores e que atendam aos anseios de seus clientes, busca do entendimento dos clientes, busca por profissionais generalistas e outras.

A cada momento as empresas são forçadas a se adaptar ao que acontece fora de seus domínios. Em administração dizemos que isto é que faz da empresa um sistema aberto, ou seja, a empresa sempre é atingida pelo que acontece fora dela, seja na economia, no governo, na política, na sociedade, no sistema bancário, no comércio internacional e assim por diante.

Atualmente existe uma tendência que é a busca por um administrador multifunção, que domine todas as atividades burocráticas e é bom frisar: isto é uma necessidade e não um luxo.
Atingir as metas de vendas ou executar um bom planejamento de marketing são alguns dos inúmeros objetivos das empresas. Entretanto, nada disso é possível se não houver uma administração eficiente por trás, que monitore todas as atividades burocráticas rigorosamente.

Atentas a essa necessidade, as empresas estão cada vez mais apostando no administrador multifunção, que domina fluxo de caixa, controle de custos e despesas e, ao mesmo tempo, consegue construir um planejamento orçamentário a partir dos dados fornecidos pela contabilidade, elaborar o planejamento estratégico, o plano de marketing e também, discutir o sistema de informação e não perder o foco da missão da empresa e de todos os muitos detalhes que envolvem o tema chamado “gestão empresarial”.

Para se ter uma idéia, existe a necessidade de a empresa ser eficiente e eficaz perante o mercado e conseqüentemente perante seu cliente, interno e externo. É através do conhecimento e experiência do administrador que os controles internos são implementados para se ter pleno domínio dos custos, das despesas, dos investimentos e das receitas. Estes controles abrangem todas as áreas como: Contabilidade, Finanças, Marketing, Recursos Humanos, Produção, Logística e a Tecnologia da Informação.

Podemos então afirmar, com certeza, que as empresas precisam buscar cada vez mais os profissionais que atendam a esta tendência.

Prof. Clóvis de Souza Dias
Mestre em Administração

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Sua empresa é precavida?

Ter um administrador multifunção que domine todas as atividades burocráticas não é luxo, é necessidade. Saiba por quê.

Atingir as metas de vendas ou executar um bom planejamento de marketing são alguns dos inúmeros objetivos das empresas. Entretanto, nada disso é possível se não houver uma administração eficiente por trás, que monitore todas as atividades burocráticas rigorosamente. Atentas a essa necessidade, as empresas estão cada vez mais apostando no administrador multifunção, que domina fluxo de caixa, controle de custos e despesas e, ao mesmo tempo, consegue construir um planejamento orçamentário a partir dos dados fornecidos pela contabilidade.

Para o especialista Braulino José dos Santos, professor da Contmatic Phoenix (www.contmatic.com.br), desenvolvedora de softwares contábeis, garantir a sobrevivência de uma pequena ou média empresa não é tarefa fácil, já que a competitividade das PMEs está cada vez mais acirrada, o que exige uma maior administração nos processos internos. "As pequenas e médias empresas precisam de gestores conhecedores do "tripé" - Contabilidade, Custos e Finanças. De acordo com a Lei nº 10.406/2002 (Código Civil) e seus artigos, todas as empresas deverão ter a contabilidade formal; dispensada somente para os enquadrados como empreendedores individuais - regidos pela Lei complementar 128/2008." Segundo o professor, independentemente do segmento, o empresário só conhecerá o valor de mercado (custo) de algum produto ou serviço se tiver conhecimentos em contabilidade, pois esta também servirá para aumentar o grau de controles por meio de um eficiente plano de contas. "Entender os números gerados pela contabilidade e elaborar um bom planejamento financeiro é fundamental para traçar estratégias a curtíssimo, curto, médio e longo prazo, com projeções de investimentos e financiamentos. As PMEs precisam mudar a forma de utilizar a contabilidade. O setor contábil é estratégico. Se bem estruturado, é capaz de melhorar o desempenho das áreas administrativa, financeira e tributária", complementa ele.

O diretor da Rede Nacional de Contabilidade, Marcos Apóstolo, concorda que o planejamento financeiro dentro de uma empresa seja essencial, pois, segundo ele, os recursos bem dimensionados é que darão sustentação aos negócios. "Outro dia, li um artigo de 1987 que explicava de que maneira as empresas "quebram". Se escrevermos outro artigo hoje, não tenho dúvida de que seria pelo mesmo motivo. Falta de capital e descontrole financeiro, com certeza, seriam citados nesse artigo."

Profissional polivalente

Entretanto, para obter o administrador multifunção, é preciso saber identificá- lo. Para Apóstolo, primeiramente, a empresa tem que analisar o currículo e se certificar se este está compatível com as suas necessidades administrativas. "Ele deve ter conhecimento em contabilidade, administração, economia, tributário, ser determinado, focado em custos, ter visão sistêmica, ser equilibrado emocionalmente e extremamente atualizado na parte tecnológica. Ou seja, tem que ser um profissional polivalente, o que é muito difícil de encontrar no mercado", reforça. Após a contratação, é imprescindível expor ao profissional a estrutura da empresa, suas normas, seus procedimentos internos e todas as informações que irão lhe dizer respeito.

Para Braulino José dos Santos, é essencial que o profissional tenha uma sólida formação acadêmica somada a experiências em mais de uma empresa, atuando em vários departamentos e atualizado com certificados de cursos de curta duração dos diversos assuntos, como: contabilidade, custos, finanças, matemática financeira, planejamento, orçamento, formação de preço, tributos e outros. "É importante levar em conta os cursos de educação continuada, pois defendo que muitos destes são bastante focados e certamente contribuirão para este profissional se manter atualizado e acompanhar a dinâmica das empresas sobre todos os aspectos. Dominar alguns itens básicos serve para qualquer outra função administrativa nas empresas, bem como conhecer os conceitos de contabilidade, custos e finanças. Isso contribuirá para o sucesso profissional e, consequentemente, o sucesso da empresa", finaliza.
Fonte: Revista Carreira & Negócios

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Faltam gestores para atuar em empresas do terceiro setor

Mercado de trabalho: São poucos os candidatos preparados para assumir os cargos de liderança.

Organizações não governamentais, fundações e institutos ligados à grandes empresas estão procurando gestores que mostrem resultados tão efetivos no dia a dia quanto os executivos da iniciativa privada. A prioridade, além de abraçar a causa social, é que o profissional saiba captar e gerir recursos para projetos educacionais, ambientais, esportivos e ligados à arte e cultura. Na disputa por um cargo, ganha a vaga quem mostrar familiaridade com a missão do grupo e habilidade para trabalhar em equipe. Instituições como a Fundação Gol de Letra, SOS Mata Atlântica e Itaú Social dão prioridade a candidatos com currículos multidisciplinares, com formação em administração, psicologia, pedagogia, engenharia, direito, assistência social ou educação física.

Segundo Marcos Kisil, presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (Idis), mudanças importantes estão ocorrendo no segmento atualmente - como o crescimento do mercado de trabalho e mais opções de qualificação. "Hoje, o número de pessoas ocupadas em atividades ligadas ao terceiro setor é de três milhões de profissionais." Em 1995, esse contingente reunia 1,5 milhão de empregados, segundo pesquisa realizada pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e o Instituto Superior de Ensinos Religiosos (Iser). Para os especialistas, as organizações do terceiro setor no Brasil começaram se profissionalizar a partir do final da década de 1980, copiando modelos internacionais. De acordo com o censo sobre investimento social privado no Brasil feito pelo Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife), a previsão em 2010 é que o setor invista mais de R$ 2 bilhões no país, um crescimento de 6,2% sobre 2009.

O levantamento, realizado em parceria com o Ibope Inteligência-Instituto Paulo Montenegro e Itaú Cultural, indica que a educação permanece como o maior destino dos recursos - antes de cultura e arte, formação para o trabalho, esportes e comunicação. Os associados do Gife, que reúne entidades que respondem por cerca de 20% do total investido na área social pelo setor privado, têm projetos em todo o país, mas a distribuição do trabalho está mais concentrada no Sudeste e no Sul.

"Outro ponto a destacar é o crescimento da quantidade de cursos voltados para a capacitação e especialização de profissionais da área", afirma Kisil, do Idis. Para ele, mesmo com mais opções de qualificação, há um número limitado de candidatos preparados para assumir posições de liderança. "Ainda estamos vivendo o domínio de uma geração pioneira nesses cargos. O crescimento do mercado, porém, acelera a promoção de pessoas mais jovens."

Na Fundação Roberto Marinho, com 300 funcionários, a meta é contratar de 5% a 10% do efetivo atual, até 2012. "A maior parte das vagas é para candidatos com formação superior e experiência ou certificação em project management", ressalta Nelson Savioli, superintendente executivo da fundação criada há 33 anos, com projetos de educação, cultura, televisão educativa, meio ambiente e patrimônio. Savioli trabalha na Fundação Roberto Marinho desde 2001. Antes, foi diretor de recursos humanos da Unilever Brasil. Bacharel em direito, fez cursos de aperfeiçoamento no país e no exterior. Para ele, o trabalho na área está mais difundido e compete, de igual para igual, com o de profissionais de empresas privadas.

"As organizações tiveram de se profissionalizar para atrair e manter talentos que pudessem gerir bem os recursos que lhe são atribuídos. Já há corporações no Brasil que contratam empregados de institutos que se destacam em projetos sociais", afirma. "Na Fundação Roberto Marinho, um gerente lotado no Rio de Janeiro foi "tirado" por uma companhia paulista que lhe ofereceu um cargo de diretor."

Para Sóstenes Brasileiro, diretor da Gol de Letra, os profissionais que se dão bem no segmento têm como marca principal a competência na área de formação. "É preciso ter uma boa dose de identificação com a causa social e gosto por trabalhar com comunidades populares." Com dez anos de atividades, a Gol de Letra atua em São Paulo e no Rio de Janeiro e foi criada pelos ex-jogadores de futebol Raí e Leonardo. Desenvolve programas de educação integral para cerca de 1,2 mil crianças e adolescentes.

Segundo o executivo, é cada vez mais comum aparecerem nos processos seletivos - principalmente para postos qualificados - profissionais com especialização em gestão no terceiro setor, empreendedorismo e responsabilidade social. Com 50 funcionários, a Gol de Letra está à procura de um educador social com formação superior na área de humanas. "O candidato precisa ter liderança, habilidade na mediação de conflitos e na articulação com os jovens."

A diretora de gestão do conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica, Márcia Hirota, acaba de concluir um processo de seleção para uma vaga de coordenador de projetos. "A contratação depende do estabelecimento de parcerias e patrocínios para a realização dos trabalhos. Pode ser feita internamente, via site da fundação ou em portais de empregos."

Criada em 1986, a SOS Mata Atlântica promove a conservação da diversidade biológica e cultural do bioma e de outros ecossistemas. Tem 53 funcionários entre biólogos, engenheiros florestais, geógrafos, jornalistas, relações públicas, administradores, contadores, analistas de sistemas e bibliotecários. "O profissional precisa ter dinamismo, proximidade com a causa da organização e saber trabalhar em equipe."

Para Valéria Riccomini, diretora da Fundação Itaú Social, criada em 2000 para disseminar novas metodologias para políticas públicas educacionais, o gestor deve conseguir mobilizar pessoas e garantir os resultados do investimento social. "No caso de profissionais seniores, a experiência anterior é importante." A equipe da Fundação Itaú Social, com 18 pessoas, é formada por funcionários do banco. Recentemente, o quadro ganhou o reforço de cinco especialistas em comunicação, orçamento e projetos sociais. Quando a Fundação Itaú Social precisa preencher uma vaga, a primeira opção é realizar seleções no próprio banco. "Em segundo lugar, recorremos às redes de relacionamento e indicações de parceiros. Também podemos chamar uma empresa de recrutamento para ajudar na escolha."

Para Reinaldo Bulgarelli, coordenador da área de sustentabilidade, meio ambiente e terceiro setor do Programa de Educação Continuada (PEC) da Fundação Getúlio Vargas, saem na frente dessa corrida candidatos engajados com a causa social, bom entendimento da realidade social brasileira e internacional, postura empreendedora e conhecimentos gerenciais. "O trabalho envolve gestão de pessoas, de projetos, recursos e meios de captação", afirma.

Foram essas características que ajudaram a advogada Geórgia Pessoa a ocupar a gerência de programas para a Amazônia na Fundação Gordon e Betty Moore, em São Francisco, nos Estados Unidos. Especializada em gestão ambiental com MBA em direito da economia e da empresa, Geórgia foi coordenadora jurídica do WWF em Brasília, antes de assumir o cargo em 2007. "Hoje, preciso desenvolver e implementar estratégias para o programa por meio de doações para outras organizações conservacionistas nos países da bacia amazônica." Para a especialista, a formação acadêmica é importante mas, como o como o segmento ainda é novo, muitas das lições acabam sendo aprendidas na prática, junto ao setor privado ou ao governo.

Cresce a procura por cursos de especialização

Nos últimos dois anos, a procura por cursos de especialização no terceiro setor aumentou 50%. Pelo menos 70% dos estudantes são mulheres que já atuam em organizações do gênero e desejam aprimorar conhecimentos em gestão. Mas há também profissionais de empresas privadas que querem mudar de carreira. O índice de empregabilidade dos alunos, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a Fundação Instituto de Administração (FIA), é superior a 95%.

Na FGV-SP, o principal curso dirigido para profissionais da área é o de gestão para organizações do terceiro setor, criado em 2003. Semestral, já formou 436 alunos. "Muitos estudantes que procuram as aulas já estão empregados", diz Reinaldo Bulgarelli, coordenador da FGV. "Os alunos que querem atuar nesse nicho têm 100% de aproveitamento no mercado", garante.

Segundo Bulgarelli, o campo de trabalho é formado de organizações governamentais, empresas, institutos e fundações de origem empresarial. "O tema ganhou visibilidade. Há um interesse de profissionais do primeiro e do segundo setor pela área e um nível maior de exigência na qualidade de gestão das fundações." De acordo com o coordenador, a remuneração mensal varia de R$ 3 mil a R$ 20 mil.

Para Graziela Comini, coordenadora da FIA, os alunos do curso têm entre 24 e 65 anos. O treinamento dura 18 meses e já diplomou 165 profissionais desde 2003. "Conforme ganha importância nas relações com o mercado e com o governo, o terceiro setor vive o desafio de profissionalizar sua gestão e ampliar resultados." (JS)
Fonte: Valor Econômico
Por Jacílio Saraiva

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Profissional de Administração está entre os que tiveram maiores aumentos salariais

Pesquisa aponta as áreas e cargos que mais cresceram nos últimos quatro meses no quesito salário.

Por Redação Administradores, www.administradores.com.br

Um levantamento realizado pela Catho Online, empresa de currículos na internet, identificou os 20 cargos – e seus respectivos setores – que obtiveram os maiores aumentos salariais nos últimos quatro meses. De acordo com o estudo intitulado Pesquisa Salarial e de Benefícios as maiores altas foram obtidas por profissionais de Engenharia. Os jovens profissionais tiveram destaque nas áreas de Recursos Humanos e Comercial, nos cargos de analista júnior e trainee, respectivamente. A função de assistente em Administração/Setor Financeiro também aparece na lista.

O cargo de coordenador da área de Engenharia do Meio Ambiente, que teve o maior aumento entre as funções pesquisadas, registrou um aumento de 23,1%, segundo a Catho. O salário médio desse profissional, que em fevereiro era de R$ 6.152,57, passou para R$ 7.573, 79.

"Engenharia do Meio Ambiente aparecer em primeiro lugar, como a área de maior aumento salarial dos últimos meses, é reflexo do enorme crescimento deste tema dentro das empresas. E, de carona com esta preocupação, profissões e cursos - que há alguns anos não existiam - também começaram a aparecer, como a própria Engenharia do Meio Ambiente", diz Marco Soraggi, diretor da pesquisa.

Em segundo, terceiro e quarto lugares no ranking também aparece o cargo de coordenador, nas áreas de Engenharia de Obras, Engenharia Civil e Engenharia de Qualidade, respectivamente. O quinto colocado é o Técnico em Engenharia Mecatrônica.


Administração
O cargo de assistente, na área específica classificada como Administrativo/Financeiro, aparece em 17º lugar, com um aumento de 10% nos últimos quatro meses. O salário médio, que era de R$ 1177,50, passou para R$ 1295,35.

Outras áreas relacionadas ao mundo da Administração também aparecem no top 20 da pesquisa, como Vendas; Hiper/Supermercados – lojas; Recursos Humanos; Comercial e Planejamento Empresarial.


Confira o ranking:




A pesquisa
Esta foi a 32ª edição da pesquisa, que é atualizada a cada três meses, e os dados apresentados se referem ao aumento ocorrido entre fevereiro e junho de 2010. 164 mil profissionais, de mais de 20 mil empresas, em 3.338 cidades de todo o Brasil participaram do levantamento através do preenchimento de formulários eletrônicos.

O estudo traz dados de mais de 1.800 cargos, de 214 áreas de atuação profissional e de 48 ramos de atividade econômica, dentro de 21 regiões geográficas do Brasil, além de sete faixas de faturamento para classificação de porte de empresa.

- O CM News é uma publicação diária da CM Consultoria de Administração Ltda. Artigos, notícias e matérias são compiladas das mais diversas fontes em todo o Brasil. A inserção dos referidos não refletem necessariamente a opinião da CM Consultoria, pois os mesmos são recebidos e reproduzidos na integra, não havendo alteração por parte da CM Consultoria, a não ser por autorização do veículo ou do autor.
Fonte: www.administradores.com.br

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Contabilidade dá salto de profissionalização



A recente aprovação de lei que estabelece que os contabilistas somente poderão exercer a profissão depois de concluir o curso de bacharelado em Ciências Contábeis e de prestar exame de suficiência, é oportuno em meio ao crescente avanço da área no Brasil no âmbito legislativo e também da necessidade das empresas se adequarem a um melhor controle contábil fruto da crise financeira que se abateu no mundo em 2008 e 2009.

Tudo começou com a Lei 11.638, instituída no final de 2007 no Brasil. Ela alterou diversos padrões contábeis brasileiros, exigindo novas oportunidades e responsabilidades ao contador. Foi um marco. No entanto, criou uma teia de ações e funções de complexidade grande, exigindo dos profissionais muito treinamento e capacitação.

Junto com esta Lei, uma série de normas e pronunciamentos regulando a questão foi publicada, fazendo com que o acompanhamento e atualização também fossem constantes pelos profissionais envolvidos no novo cenário contábil brasileiro – e esse acompanhamento diário é até hoje necessário para se manter conhecedor das alterações legislativas nesse campo.

No entanto, o Brasil não poderia ficar de fora de aplicar essas novas práticas contábeis, pois elas possuem alinhamento internacional. O País vive um grande momento de inserção global, recebendo investimento de fora e, ao mesmo tempo, expandindo seus negócios para outros países. Sendo assim, tornou-se imprescindível às empresas a adaptação das normas e regras contábeis ao padrão IFRS (International Financial Reporting Standards).

Em uma outra vertente, os escândalos de fraudes contábeis de empresas mundiais em seus balanços associados à crise financeira, colocou na mão dos contabilistas parte da responsabilidade de controlar e expor melhor o demonstrativo financeiro das empresas.

Além disso, o País começou a exigir a adoção nas empresas de sistemas digitais, o chamado SPED (Sistema Público de Escrituração Digital), que envolve Nota Fiscal Eletrônica, SPED Contábil e SPED Fiscal. Trata-se de um sistema tecnológico de demorada aplicação, mas necessário para o País no âmbito do desenvolvimento tributário.

Tais acontecimentos – mudanças da legislação contábil no Brasil, a crise de credibilidade contábil no mundo e a tecnologia – estabeleceu a formação de um profissional mais qualificado para a função. Com isso, tornou-se fundamental que este profissional fosse capaz de conhecer o novo modelo de se fazer contabilidade e, ainda, levar todas as questões nele pertinentes para dentro das empresas.

Óbvio que isso tem exigido um esforço muito grande do contabilista para se manter em atividade. Mas se as faculdades adotarem a prática de ensinar todas essas interrogações de forma estruturada, conseguiremos avançar mais rapidamente com a atividade no Brasil. As escolas de ensino superior é o local ideal para isso. Tratam-se de centros de debate e discussão até de como adotar essa nova postura contábil importantíssima para o País.

A nova lei para os contabilistas, como já dito, ainda impõe obrigatoriedade do Exame de Suficiência – como o realizado pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) – para o exercício da profissão. Com esta medida, também poderemos ter um salto de qualidade dos serviços prestados por estes profissionais.

O fato é que a contabilidade exige hoje expressivo conhecimento na área. A nova lei que impõe regras educacionais mais rígidas para exercer a atividade endossa isso. Devemos exaltar o que esta lei deverá proporcionar de positivo no futuro à contabilidade.



(Geuma Campos Nascimento e Vagner Jaime Rodrigues são sócios da Trevisan Outsourcing e professores da Trevisan Escola de Negócios)

Fonte: www.administradores.com.br

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Marketing Digital versus presencial



O advento da web trouxe para o marketing uma preciosa ferramenta, mas para atingir um resultado satisfatório é necessário trabalhar com outras formas de divulgação

A Internet trouxe várias mudanças no comportamento das pessoas. Por estar mais antenada com as novidades, na área de marketing a realidade não poderia ser diferente. A prova disso foi a reformulação das ações mercadológicas aliando o meio tradicional ao digital. Empresas de varejo, como Americanas, Ponto Frio e Wall-Mart são algumas das que já perceberam a importância da web na divulgação de seus produtos. Mas esses conglomerados não se esqueceram da importância de investir em outros meios, sejam veículos de comunicação impressos, televisivos ou radiofônicos.

Mesmo que 66,3 milhões de brasileiros tenham acesso à Internet e que o tempo de permanência online seja de 44 horas no mês, segundo dados do IBOPE Nielsen de 2009, devemos lembrar que o mundo continua sendo analógico e presencial. Por isso, devemos utilizar todos os meios de comunicação para atingir nosso público-alvo. O advento da web trouxe para o marketing uma preciosa ferramenta, mas para atingir um resultado satisfatório é necessário trabalhar com outras formas de divulgação que agreguem valor à marca, e colocar em prática um portfólio ações combinadas para atingir o mercado-alvo.

Dados da empresa de monitoramento de comércio eletrônico e-Bit mostram que o comércio eletrônico cresceu 30% e movimentou R$ 10,6 bilhões em 2009. O comércio tradicional, muito maior que o online, cresceu 5,9% no mesmo período, mesmo com a crise. Isso nos mostra que apesar do crescimento do e-commerce, ainda sim a venda no varejo continua a ser um meio essencial para alavancar os negócios das empresas, por isso os anúncios e promoções das empresas devem ir além do meio digital.

Mas, antes de se fazer uma propaganda é preciso planejamento. De nada vai adiantar fazer uma divulgação de um produto ou serviço na web e achar que a ação ir atingir 100% seu público-alvo. Empresas como O Boticário e Coca-Cola nos mostram que a Internet é apenas mais uma ferramenta para alcançar os objetivos. As estratégicas de marketing dessas companhias não se limitam apenas ao meio digital, vão desde a divulgação de anúncios em jornais, revistas, rádio e TV, promoções em pontos de venda, slogans que mudam a cada campanha e nas embalagens dos produtos, entre outras ações.

No caso de O Boticário, quando se adentra na sua loja, o consumidor é invadido por fragrâncias perfumadas logo na entrada. Essa sensação a Internet ainda não permite. Já a Coca-Cola faz promoções como, "junte tampinhas das garrafas e troque por um produto ou concorra a prêmios". Nesse caso, a Internet facilita o cadastramento e obtenção de informações sobre a promoção, mas a troca ainda é presencial. A web, só informa, mas quem entrega é o ponto de venda. Essas ações só comprovam que, para investir em visibilidade, as empresas têm que estar preparadas para atender seus diversos públicos, ou seja, devem trabalhar com ações em vários meios de comunicação, sejam eles presenciais ou digitais.

A maioria das decisões no mundo ainda é tomada fora da web. Para escolher o produto na prateleira do supermercado, a dona de casa ainda leva em consideração a embalagem, que deve ser chamativa o suficiente para se destacar na gôndola. O empresário precisa se dedicar ao core de seu negócio e deixar o marketing para profissionais especializados no assunto. São eles que traçarão ações estratégicas que proporcionem resultados eficientes, seja na parte institucional ou mercadológica, seja na comunicação interna ou externa da instituição.

Antes de realizar uma ação que atinja o seu público, é preciso planejar de que forma a mensagem será levada. Neste caso, se o objetivo é mercadológico, qual a melhor forma de colocar a propaganda de um produto na web, no jornal, na televisão, no rádio, ou se é necessário usar de outros instrumentos. É preciso avaliar se há necessidade de difundi-la nas tão propagadas redes sociais, por exemplo.

Se o Twitter, Facebook, Orkut e Linkedin e outros redes sociais nos ajudam aumentar a nossa malha de relacionamentos devido à facilidade do seu uso, a rapidez e a instantaneidade, não podemos esquecer que visitas, almoços, cartas e feiras de negócios, entre outras formas, são métodos necessários para o contato real. Mesmo com a facilidade que a Internet nos proporciona, o contato pessoal é imprescindível e não pode ser substituído.

A web é mais uma ferramenta, útil e ágil, mas não descarta as vias presenciais. Por isso o planejamento é a melhor maneira de saber qual é o momento e local ideal para que a ação possa ser feita.

Tenha em mente a máxima: "Quem não é visto, não é lembrado", mas antes de realizar ações de marketing escolha as ferramentas adequadas, seja no meio digital ou tradicional. A divulgação de uma mensagem de forma ineficiente, ao invés de lucro, pode trazer prejuízos e dissabores ao negócio.

Clarice Pereira - é jornalista, formada pela USP – Universidade de São Paulo e especialista em marketing, pela ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing. Atualmente comanda a LINK Portal da Comunicação (www.linkportal.com.br), assessoria de comunicação integrada, fundada há mais de 10 anos.
Fonte: www.administradores.com.br

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Marketing apoiado em tecnologia atende a uma nova realidade

O pior já passou e agora parece que a crise está terminando. Pelo menos, assim esperamos. Contudo, é pouco provável que as empresas se esqueçam das duras lições aprendidas ao longo dos últimos 18 meses, quando ajustes nas metas corporativas, e as ordens de fazer mais com menos fizeram com que muitas organizações adotassem novas práticas baseadas em eficiência e parcimônia. Os orçamentos de marketing foram severamente reduzidos, ao mesmo tempo em que houve uma demanda crescente por ferramentas para marketing digital.

As empresas já reconhecem o poder de outras ferramentas de comunicação, como os veículos online, e os estão utilizando de forma bastante otimizada para atrair clientes. Isto criou uma nova economia de influência, que está marcada pelo amplo uso e pela grande disponibilidade de ferramentas persuasivas, como as redes sociais, amigos virtuais, e formas não tradicionais de interação com os clientes, que permitam que estes influenciem o mercado. E os impactos dessas ferramentas estão sendo sentidos agora, justamente no momento em que as empresas descobrem como administrar as expectativas dos clientes para alcançar experiências mais pessoais. Conhecer os clientes nunca foi tão importante.

O papel das soluções inteligentes de CRM torna-se cada vez mais fundamental à medida que as empresas buscam novas formas de aperfeiçoar os métodos tradicionais de vendas, serviços e marketing. Muitos de nossos clientes vêm de soluções anteriores que não foram desenvolvidas para operar em ambientes de mudança, e muito menos com esta nova realidade. Soluções eficientes de CRM devem ajudar as empresas a navegar nessa nova economia destacando as interações extremamente personalizadas, baseadas nas necessidades específicas de cada cliente ou um grupo em especial. Este, sim, é o tipo de interação personalizada que os clientes querem experimentar. Realmente, as empresas que oferecem serviços mais personalizados notam um aumento na aceitação de suas ofertas.

A seguir, algumas dicas para navegar nesta economia:

- O mercado não espera - O mercado se move cada vez mais rápido e a janela para gerar novas oportunidades de vendas se encolhe. Os processos internos atualizados e a nova tecnologia podem ajudar a desenvolver campanhas de forma mais eficiente, sem gastar recursos, por meio do desenvolvimento de ofertas e ciclos de implementação mais curtos.

- Não perca seus clientes - Parece simples, mas ninguém quer perder clientes. Contudo, muitas empresas não reparam ou não usam a detecção de possibilidades de clientes em risco. Uma campanha bem orientada e formatada pode ajudar a retê-los.

- Maximize seus investimentos em tecnologia - Compreender melhor a capacidade do que conta e como se pode agregar funcionalidades para satisfazer as novas necessidades, sem extravagâncias, e substituir o existente.

O surgimento da nova economia, junto com a crise, fez com que muitos departamentos de marketing repensassem suas estratégias de marketing. E como se chega, de forma efetiva, aos clientes? Uma combinação de estratégia com tecnologia correta pode ajudar muito.

Por Celso Tomé Rosa, VP, Infor Brasil - Celso Tomé Rosa, VP de Vendas da Infor Brasil, está na empresa desde 2006, quando a SSA, na qual era gerente geral desde 2002, foi adquirida pela Infor. Anteriormente, foi Diretor de Operações para América Latina na Computer Associates, comprada pela SSA.

Fonte: www.administradores.com.br

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Ação da Petrobras é bom investimento de longo prazo

Ação da Petrobras é bom investimento de longo prazo, dizem analistas


Investir em Petrobras é um negócio arriscado em curto prazo, dada uma série de incertezas que ainda rondam a capitalização da estatal, além de dúvidas quanto ao modelo de partilha de petróleo, dificuldades de exploração no pré-sal, ingerência política e desrespeito ao acionista minoritário.
Por outro lado, é uma excelente oportunidade em longo prazo por conta da posição privilegiada da estatal --virtualmente sem concorrência-- na exploração de uma das últimas reservas de petróleo do mundo.
Ontem (3), o plenário da Câmara dos Deputados aprovou uma emenda ao projeto de lei 5941/09 que vai permitir a trabalhadores utilizarem até 30% do saldo de suas contas do FGTS para adquirir ações da Petrobras.
Para o acionista minoritário, o investimento ganha um apelo maior porque as ações foram abatidas por essas incertezas e pela crise global.
Nos últimos 365 dias, enquanto o Ibovespa avançou 85,49%, os papéis ON (com direito a voto) da Petrobras subiram apenas 32,72%. Ontem, as ações ON subiram 0,33%.
Para finalizar, praticamente qualquer investimento hoje é melhor do que os 3% mais TR do FGTS, que perde ano após ano da inflação e do qual o investidor tem as mãos atadas para sacar e escolher a política de investimento. No ano passado, o fundo rendeu só 3,9%, o menor retorno da história, enquanto o IPCA subiu 4,31%.
Segundo analistas, mesmo que a capitalização e a gestão da estatal sejam um desastre, dificilmente a perda, em longo prazo, será maior que a "corrosão" do FGTS.
Para Daniel Doll, analista da corretora Socopa, as ações da Petrobras hoje já refletem todas as críticas apontadas pelo mercado. "Conforme os detalhes vão saindo, a tendência é diminuir as incertezas e reduzir esse desconto. A Petrobras é a maior interessada e já apontou que respeitará o interesse dos minoritários", disse.
"O papel da Petrobras foi sofrendo desde que começaram as discussões de capitalização. Mas a Petrobras tem uma posição única para se beneficiar da exploração do pré-sal. Para isso, é fundamental que seja capitalizada", disse Nelson Mattos, analista do Bradesco BBI.
Para ele, não é certo que todos os investidores minoritários, especialmente os grandes fundos de investimento, "acompanhem" o aumento de capital da Petrobras. Nesse caso, ele crê que o governo exercerá seu direito de preferência para comprar as novas ações e elevar sua participação. "Ainda há muitas dúvidas sobre a capitalização, especialmente sobre o valor do barril de petróleo."
Além do trabalhador, o uso do FGTS também interessa aos bancos, que deverão gerir os fundos. Na visão do mercado, só o governo perderá com a medida porque reduzirá os recursos disponíveis para financiar projetos de cunho social.

TONI SCIARRETTA
da Folha de S.Paulo

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