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5 dicas para preparar os alunos profissionalmente


Preparar os alunos para a carreira profissional pode fazer grande diferença para que sejam bem sucedidos. Confira 5 dicas para fazer isso em sala de aula.

Entender quais são as habilidades mais importantes para o mercado de trabalho atual pode fazer uma grande diferença na carreira dos alunos. As matérias tradicionalmente vistas em sala de aula incluem história, matemática, português, química e assim por diante. Porém, algumas lições não tão óbvias também são importantes para o desenvolvimento dos alunos. Entender quais são as habilidades mais essenciais para o mercado de trabalho atual e qual é o papel do professor na capacitação dos estudantes durante sua vida escolar pode fazer uma grande mudança e diferença para o sucesso de suas carreiras. Veja como preparar os alunos profissionalmente com as dicas a seguir.

Confira 5 dicas para preparar os alunos para a carreira profissional em sala de aula:

Encoraje o trabalho em equipe
Um das habilidades mais requisitadas em qualquer área de atuação profissional é a capacidade de ser bem sucedido em trabalhos de equipe. Os fundamentos dessa habilidade devem ser cultivados na idade escolar, em um ambiente amigável e com maior aceitação de falhas e deslizes, em que o aluno é encorajado a tentar mesmo errando. Comunicação, tolerância, flexibilidade, liderança e paciência são algumas das características que são desenvolvidas nesse tipo de situação.

Foco no futuro
Como aluno, é comum pensar mais nas matérias em termos de provas e notas do que propriamente de capacidades. Ter o foco no futuro significa pensar nesses conteúdos de maneira diferente. Onde eles podem levar você lá na frente? Descartar matemática, por exemplo, porque deseja fazer Letras, ou história já que pretende fazer engenharia é um grande equívoco. Não só essas matérias são essenciais para o vestibular, como também fazem parte de sua formação como indivíduo.

Mentalidade
No trabalho, acertar não é suficiente. Você deve acertar da melhor maneira possível. Essa exigência é algo que pode ser reforçado desde a escola e ensino médio, motivando os alunos a colocarem sempre seu melhor esforço no que fazem, e não apenas “passar” de ano ou alcançar a média de notas exigidas.

Orientação profissional
Oferecer orientação profissional e dicas para a escolha da carreira é algo que todas as escolas deveriam ter. Trazer pessoas de diferentes áreas de atuação para que respondam as perguntas dos alunos e mostrem como funciona a rotina de suas carreiras também pode ajudar. Isso deve ser feito com antecedência, antes mesmo do ensino médio, pois, além da carreira, os alunos também devem optar pela universidade que desejam entrar e a preparação para essa fase começa muito antes do vestibular.

Experiências práticas
O requisito acadêmico não é a única exigência da carreira. Saber como se comportar e se vestir em uma entrevista de emprego, por exemplo, também é muito importante. Instruções para escrever um currículo e outras dicas relacionadas também podem ser muito úteis.

Fonte: Portal Universia

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Solução brasileira móvel aposenta carrinhos de supermercado e caixas registradoras


Nem carrinho de supermercado, nem fila do caixa: se depender de uma solução da brasileira That One, o processo de compras em lojas físicas necessitará apenas de um smartphone. Batizada de "Scan2buy", a solução entrará em teste piloto dentro de algumas semanas na loja de uma empresa do ramo de importação e distribuição de alimentos em São Paulo, cujo nome ainda não pode ser revelado.
Em vez de empurrar um carrinho de supermercado, o consumidor usará um aplicativo instalado em seu smartphone para "scanear" os códigos de barra dos produtos que deseja adquirir e que estarão presentes nas prateleiras da loja. Através do mesmo aplicativo, feito sob medida para a rede de alimentos, o consumidor finaliza a compra, pagando com cartão de crédito, débito em conta ou boleto bancário. A solução está integrada com redes de adquirência e bancos por meio de uma plataforma de pagamentos digitais. Pelo app, o consumidor poderá indicar um endereço para entrega das compras, ou retirar as mercadorias mais tarde na loja, apresentando comprovante dentro do software. Em vez de um cupom fiscal impresso, será enviada uma nota fiscal eletrônica para o email do comprador. "Nosso modelo gera uma redução de custos. Esse nosso cliente não vai precisar de caixa e nem de impressora fiscal", comenta Denis Furtado, diretor da That One.
O app estará disponível inicialmente para iOS e, mais tarde, para Android e BlackBerry. Os consumidores que não tiverem smartphones poderão ser atendidos por um vendedor que portará um iPad, no qual serão formulados os pedidos e realizados os pagamentos. A versão para vendedores se chama "Scan2order". A princípio será preciso fornecer o número do cartão de crédito, mas a That One estuda a possibilidade de adotar um acessório para leitura de cartões similar ao norte-americano Square, que transformaria o tablet do vendedor em uma máquina de POS.
A That One possui ainda o "Scan2List", voltado à elaboração de listas de casamento, mas ainda sem nenhum projeto piloto à vista no Brasil. As três soluções foram desenvolvidas com a plataforma GeneXus.
Projeções
A expectativa de Furtado é de realizar dez implementações de sua solução este ano no País. A empresa leva em média 30 dias para customizar o app com a marca do cliente e integrá-lo aos seus sistemas. Se o cliente usar SAP, a integração pode ser até mais rápida, diz. A That One cobra uma taxa de set-up e integração, além de uma mensalidade por ponto de venda. O executivo projeta uma receita de R$ 1 milhão com o licenciamento do produto até o fim do ano que vem.
Fernando Paiva
Fonte: Portal MobileTime

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Clichês que os empreendedores devem abandonar


Algumas expressões são tão usadas no universo empresarial que passam a ser vazias. A figura do empreendedor que não desiste nunca e vive com a “barriga no balcão”, por exemplo, ainda é bastante aclamada, mas já não é a ideal. Empreender, no entanto, vai muito além dos clichês que tentam definir esta atividade.

O tal mundo dos negócios exige criatividade e originalidade, seja para atrair mais clientes ou convencer um investidor-anjo. Por isso, abrir mão de jargões, frases feitas e conceitos genéricos é importante para mostrar como seu negócio pode mesmo ser diferente dos outros.

1. Empreendedor tem que persistir sempre

A padronização dos comportamentos empreendedores é quase inevitável e, de repente, todo empreendedor virou inovador, persistente e pronto a correr riscos. “Empreendedor não tem que persistir a todo custo. Tem que aprender com os erros”, diz Leonardo Marchi, sócio-diretor da consultoria Praxis Education.

Vale a pena sim investir na sua ideia, mas saber a hora de parar e recomeçar, se for o caso, é mais importante do que seguir sempre o mesmo caminho. “Empreendedor precisa persistir e continuar, mas não cometer o mesmo erro duas vezes”, ensina Marcelo Nakagawa, professor e coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper.

2. Esta é uma oportunidade única

Quando o empresário lida com um público maior e geral, a frase acima não funciona. “Se o objetivo é fazer com que os clientes se sintam exclusivos, o efeito é completamente contrário quando direcionado para o mercado de massa”, explica Cassiano Farani, sócio-diretor da 99Canvas. Se você atua em um mercado de nicho e com um número reduzido de clientes, a frase até pode funcionar. Mas vale a pena tentar pensar em formas mais criativas de atrair este consumidor.

3. Aumente as vendas para ter sucesso

Vender é uma parte crucial da operação das empresas. Mas aumentar os volumes de venda a qualquer custo não é necessariamente sinal de mais lucros. “Você precisa aumentar a qualidade das vendas, vender com mais resultado e mais lucratividade. Eventualmente, algumas empresas que aumentam a venda podem até quebrar, se houver pouca margem de lucro”, alerta Marchi.

4. Barriga no balcão faz toda diferença

Todo empresário tem que estar, de alguma forma, envolvido com o negócio. Mas ficar todo o tempo na operação não é necessariamente a melhor coisa para a empresa. “Isso já foi verdade, hoje não é. Ele precisa estar atento a movimentos de mercado, que são externos e não estão dentro da empresa. Ele precisa sair, fazer cursos e analisar outras empresas em diferentes segmentos”, explica Marchi. Segundo o consultor, ficar todo o tempo no ponto pode até atrapalhar a operação e diminuir o resultado.

5. É sua última chance de fazer negócio com os melhores do mercado

O primeiro problema com essa expressão é declarar-se “o melhor” do mercado. “Quem é o melhor não anuncia que é o melhor. Certamente os formadores de opinião e os clientes sabem disso. Soa falso esse tipo de conduta”, diz Farani. O seu anúncio deve indicar os diferencias da empresa e outras características importantes na visão do consumidor . “O cliente deve desconfiar de propagandas agressivas de entidades que se colocam como referência no que fazem. Isso mais parece desespero e uma falsa visão de si mesmo”, explica.

6. Franquia é sucesso garantido

Para os especialistas, além de ser um clichê, esta frase é uma grande mentira. “Não existe garantia de sucesso em nenhum negócio. Tem sempre um risco”, afirma Marchi. Os empreendedores não podem se iludir com um negócio já formatado. “Algumas pessoas compram achando que o sucesso é certo porque já tem padrão, processos e produto. Isso não é verdade. Tem que trabalhar para tirar resultado desse negócio”, ressalta.

7. O meu produto é tão inovador que não tem concorrente

Segundo os especialistas, além de ser uma frase feita, esta expressão demonstra a falta de preparo do empreendedor. “O empreendedor se apaixona pelo negócio e não consegue observar o que está em volta. Ele está tão obcecado que vê algo parecido, mas não vê que pode derrubar o negócio dele”, diz Nakagawa.

Ficar alardeando “novos conceitos” também não é legal. “Coisas novas e que chamem a atenção não precisam ser anunciadas dessa maneira. Algo que é realmente novo, ou pelo caráter inovador do produto ou de seu modelo de negócios, não precisa desse título”, opina Farani. Isso demonstra amadorismo, pobreza de vocabulário e uma estrutura engessada e presa a velhos paradigmas na visão dos investidores.

8. O líder bom é aquele que as pessoas obedecem

Liderança e autoridade foram conceitos confundidos por muito tempo. Até hoje, há quem acredite e defenda o líder que controla tudo e só “manda” nas pessoas. “As pequenas empresas que dão resultado tem pessoas inspiradoras, que conquistam o respeito dos colaboradores para que façam um trabalho de maior qualidade”, diz Marchi.

9. Sempre tem espaço para mais um no mercado

Acreditar que um negócio vai dar certo só porque está na moda é uma furada. “É como a tática do futebol japonês: o time todo está na bola”, brinca Nakagawa. Quando aparece um negócio diferente, como aconteceu com os sites de compras coletivas, centenas de empreendedores apostam naquele tipo de empreitada e muitos fecham em pouco tempo por falta de estudo do setor.

10. Temos soluções 360 graus

Este é outro clichê que ganhou espaço na publicidade das empresas nos últimos tempos. Para Farani, o principal problema é a obviedade da expressão. “Todas as soluções, por definição, deveriam ser 360 graus, ou seja, abranger as necessidades do cliente naquilo que se propõem a fazer”, diz. Para ele, se essa solução não lhe atender 100% ao cliente, ele certamente vai buscar algo melhor na concorrência.

11. Marca forte é tudo

Muita gente ainda defende por aí que uma marca forte faz milagre pelas empresas. Cuidado: nenhum cliente compra só por conta da marca. “Você precisa ter um conjunto de coisas: marca forte, produto bom e atendimento muito bom. Não adianta só marca e produto, a interação das pessoas do negócio com o cliente tem que ter uma alta qualidade também”, explica Marchi.

Fonte: Portal Exame

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O comércio do futuro não é mais ficção


Ana passa em frente a sua loja de roupas preferida quando recebe uma mensagem no smartphone: "Ei, você não quer aproveitar as ofertas de hoje?" Ela reluta, mas recebe uma nova mensagem com diversos modelos de acordo com suas preferências de estilo e cor e sapatos combinando. Apesar de estar atrasada, resolve "dar uma olhadinha". Ao entrar na loja, uma vendedora a conduz para o provador, onde as peças que ela escolheu estão à sua espera. Ana então prova as combinações sugeridas e manda um vídeo para as amigas.

Depois de uma rápida enquete, ela decide levar alguns produtos mas, ao escanear um código de barras com seu smartphone, um alerta mostra que uma outra loja oferece o mesmo par de sapatos por um preço 20% menor. A vendedora rapidamente cobre a oferta. Ao deixar a loja, Ana é reconhecida por um scanner em tamanho real que imediatamente a envia uma nova mensagem: "Você acaba de ganhar 60% de desconto no setor de perfumaria e cosméticos". Ana reluta outra vez, mas decide levar uma nova fragrância de sua marca predileta que acaba de chegar à loja. Com um simples toque, ela confirma a compra e agenda a entrega do produto para o mesmo dia em sua casa.

Desafios. Tudo isso ainda parece história de filme de ficção, mas está mais perto do que boa parte dos varejistas imagina. Em menos de cinco anos, a interação entre comércio e consumidor será feita por uma ampla gama de canais: de malas-diretas a redes sociais; de call centers a televisores. Os mais diversos tipos de produtos e serviços estarão ao alcance de um clique no celular conectado à internet, em casa ou no trabalho, na praia ou na consulta ao dentista.

É o chamado varejo omnichannel, uma experiência de vendas integrada que une as vantagens das lojas físicas à abundância de informações da Internet, e que pode ser encarada como estratégia de sobrevivência para o comércio tradicional. Quem não ficar atento a essa nova perspectiva pode estar fadado a comer poeira.

Não há dúvidas de que o público consumidor está pronto para a revolução omnichannel, principalmente, porque a maior parte da tecnologia já está disponível. Até 2016, haverá um total de 7,1 milhões de tablets como o iPad ativos no Brasil e a penetração de smartphones continua crescendo aceleradamente. Segundo o instituto de pesquisa Forrester, o comércio eletrônico já responde por 9% do total das vendas no varejo, movimentando cerca de US$ 200 bilhões anualmente só nos Estados Unidos. Cinco anos atrás esse índice era de 5%. No Reino Unido, o e-commerce já responde por 10% do mercado.

É preciso fazer com que o ato de comprar em lojas físicas também seja uma experiência estimulante e envolvente. Há obstáculos para que a ficção se torne realidade. O domínio da tecnologia é um deles. Poucos estão preparados ou dispostos a aplicar novas ferramentas. Para mudar esse cenário, é necessário sair em busca de novos profissionais, mais jovens e familiarizados com o mundo digital.

O desafiador futuro do comércio digital exige que as empresas deixem de encarar as vendas apenas pelo critério de "mesmas lojas" e passem a se concentrar em parâmetros como o retorno sobre o capital investido. É preciso reconhecer que essa mudança de filosofia de negócios não é uma tarefa simples, já que a febre do e-commerce durante a bolha pontocom traumatizou boa parte das empresas.

Prova desse equívoco foi dada por um estudo da Bain, que mostra como a cotação de varejistas em bolsa é fortemente relacionada ao retorno sobre o capital investido e ao crescimento. Hoje, o varejo digital - no mundo - já é altamente rentável. A média do retorno sobre o investimento em cinco anos da Amazon, por exemplo, é de 17%; já em lojas tradicionais de desconto e de departamentos, é de 6,5%.

Os varejistas tradicionais tendem a acreditar que sua clientela fiel estará sempre aí. Mas, à medida que vão conhecendo o comércio omnichannel, os consumidores aceitam cada vez menos os defeitos das lojas tradicionais. Conseguir um vendedor é tarefa difícil. Quando enfim aparece, não sabe informar detalhes do produto. Item em falta é algo corriqueiro. As filas para pagar são grandes. Devolver um produto é sempre uma via crúcis.

A chegada do mundo omnichannel intensificará a batalha entre varejo tradicional e vendas online. Uma batalha que já está sendo vencida pelo e-commerce, que pouco a pouco "rouba" os consumidores do velho varejo. Criar uma estratégia omnichannel é um passo inevitável que não deve ser postergado. É preciso seguir em frente já.
Fonte: O Estado de São Paulo

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Como as redes sociais guardam os seus dados


Saiba como se proteger de todos os sites que guardam um volume cada vez maior de informações a seu respeito
Risco de deixar tanta informação nas mãos de Google e Facebook retomou a discussão sobre o trato e a propriedade do conteúdo que geramos


São Paulo - Proteja-se do Google e do Facebook, do Pinterest, do Tumblr e de todos os sites que guardam um volume cada vez maior de informações a seu respeito. Qual é o limite para o uso desse conteúdo? Quem pode acessá-lo? Como é guardado? A velha discussão sobre privacidade volta a se acirrar com mudanças recentes feitas por esses serviços web em seus termos de uso.
Usei o Gmail entre 5 de março e 1 de abril deste ano para enviar 418 mensagens para 96 destinatários e receber 1.253 e-mails de 230 contatos. Fiz 718 buscas no Google usando um iPad, um celular com Android e um PC com Windows para acessar o YouTube. Voltando no tempo, vejo que recorri ao buscador por 25.751 vezes, sendo 30% delas para procurar imagens, e que, em 16 de fevereiro de 2009, usei o Google Maps às 22h05 para escolher um hotel para as férias.
Voltando ainda mais, vejo que comparei preços de um computador com processador Phenom 9.900, em 20 de março de 2008, às 15h51. Melhor parar por aqui. Esse exemplo é apenas uma amostra da quantidade de informações recolhidas pelos 60 serviços do Google que usamos quase diariamente e ver o quanto a empresa sabe sobre seus usuários.
Armazenar uma biografia detalhada de nosso perfil virtual é a forma que o Google encontrou para oferecer, sem custos, serviços como Gmail, YouTube, Chrome, Docs, Maps e outras ferramentas úteis na web. Pela lógica do Google, o item mais valioso é o conhecimento dos hábitos de seus usuários. De posse desses dados, a venda de publicidade torna-se mais eficaz e a empresa traça um perfil de seus milhões de consumidores que nenhum instituto seria capaz de fazer.
Os esforços para criar uma experiência mais simples e intuitiva para a propaganda exibida nos produtos do Google levam em conta o conteúdo de pesquisas atuais, do passado, cliques em anúncios, localização, histórico de visitas a outros sites, conteúdo de e-mails, posts clicados como +1 na rede Google+ e até apps instalados no celular. Dessa forma, é possível personalizar serviços, que "adivinham" o que queremos comprar ou com quem vamos falar antes mesmo de digitarmos uma palavra.
Mas será que isso é bom? Você sabia que está sendo monitorado dessa forma e que concordou formalmente com isso? “Toda essa coleção de informações cria um ‘eu digital’ e muitas decisões sobre a vida podem ser tomadas com base nessa entidade: oportunidades de emprego, liberação de crédito e até o preço do seguro”, disse Bill Kerrigan, CEO da empresa de segurança Abine, criadora do Protected Search, ferramenta que esconde seus dados do Google. Falhas de segurança, roubos de aparelhos ou de senhas, abusos por parte de autoridades e eventuais barbeiragens de sites, como o Google, podem deixar seus dados mais vulneráveis do que nunca.
A privacidade do internauta abre-se ainda mais com o elo criado entre a rede social Google+ e os diversos serviços da empresa. Além das informações geradas pelos próprios usuários, tudo começa a ser relacionado com os dados de seus contatos. Diz sobre isso o CEO do Google, Larry Page, em carta aos acionistas: “Temos um Googler veterano aqui chamado Ben Smith. Acontece que ele não é o único Ben Smith do mundo. Hoje, é difícil para o Google encontrar o Ben certo para mim, pois existem muitas pessoas com perfis online e fotos que têm esse mesmo nome.” Continua Page: “O Google+ ajuda a resolver esse problema porque faz o buscador entender as pessoas e suas conexões, trazendo o Ben certo para mim, com links e fotos.”
O risco de deixar tanta informação nas mãos de Google, Facebook e outros serviços web retomou a discussão sobre o trato e a propriedade do conteúdo que geramos ao usar a internet. Onde ele está armazenado? Como é usado? Quem pode acessá-lo? Esse conteúdo é mesmo apagado quando desejamos? Para tentar esclarecer essas dúvidas e oferecer mais transparência, Google, Facebook, Tumblr e Pinterest recentemente reformularam sua política de privacidade.
Reação ao Pinterest
Maior destaque entre as redes sociais em 2012, ao menos até agora, o Pinterest escorregou ao lidar com os dados de seus usuários e eclipsou uma história que até então era apenas de sucesso e crescimento vertiginoso. De acordo com a empresa de pesquisas ComScore, o Pinterest foi o site que mais rápido quebrou a barreira de 10 milhões de usuários mensais, mas seu ritmo de crescimento médio caiu de 85%, em fevereiro, para 18% em março. O que deu errado?
Num esforço para reformular sua política de privacidade, o Pinterest tentou convencer os usuários a ceder completamente o direito das imagens postadas no site. Dizia o novo contrato: o usuário “não é o dono exclusivo de todo o conteúdo que publica por meio do site Pinterest, do seu aplicativo ou de seus serviços e cede todos os direitos, licenças e consentimentos necessários para garantir que o Cold Brew Labs (dono do Pinterest) tenha todos os direitos sobre esse conteúdo”.
Como o Pinterest serve essencialmente para compartilhar imagens e vídeos, a reação dos usuários foi tão negativa e estridente que a cláusula foi rapidamente retirada do termo de uso.
Facebook na mira
Também o Facebook, com sua população de quase 850 milhões de usuários no mundo, tem um dilema sério nas mãos. Para crescer e trazer novidades, a rede social precisa usar cada vez mais os dados pessoais, para personalizar serviços, superar a concorrência e oferecer resultados mais efetivos para os anunciantes. Mas ao capturar, armazenar e tratar essas informações, chama a atenção dos órgãos reguladores e dos defensores da liberdade individual e da privacidade.
Em novembro passado, após uma batalha jurídica que começou em 2009, o Facebook anunciou um acordo com a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) e passou a ser mais claro em relação à forma como lida com os dados dos internautas. O órgão acusou a rede social de enganar seus consumidores ao publicar, sem consentimento expresso, dados que os usuários postaram como privados.
Para conseguir a bandeira branca do FTC, Mark Zuckerberg ativou recursos em que os usuários podem ou não ceder certas informações e permitiu maior controle sobre a nova interface, que estreou no ano passado. No pacote, Zuckerberg criou o cargo de CPO (Chief Privacy Officer), para centralizar as ações de proteção à privacidade.
Essas ações não resolveram todas as dúvidas nem acalmaram os mais preocupados com privacidade. Indignado com a quantidade de detalhes que a empresa armazena, o estudante de direito austríaco Max Schrems entrou na Justiça para exigir o direito de baixar os dados que o Facebook guarda sobre ele. Após criar uma ONG para essa finalidade, a Europe versus Facebook, Schrems conseguiu duas vitórias.
A primeira, quando obteve decisão favorável na Justiça que fez com que o Facebook liberasse o download de 57 categorias de informações guardadas em seus servidores. Em abril passado, a segunda. O Facebook estreou um recurso para que qualquer usuário possa fazer o download de parte dos seus dados, em um conjunto de 39 tipos de informações. Max Schrems diz que o Facebook tem mais de 84 conjuntos de dados, que vão de itens como o histórico de empregos às conexões com amigos, os links publicados até o número de amizades rejeitadas e de mensagens deletadas.
Os questionamentos ao Facebook, as brigas judiciais e o apoio da rede social a leis que restringem a liberdade na web podem explicar a recente revolta de uma parte dos usuários do aplicativo de fotografia Instagram, comprado pelo Facebook em abril por US$ 1 bilhão. Após a aquisição, esses usuários declararam que irão encerrar suas contas no app porque prezam a privacidade e não querem ter seus dados usados pela rede social.
Integração dos serviços - A iniciativa do Google de unificar as normas de todos os seus serviços em um só contrato, que prevê o intercâmbio de informações obtidas por ferramentas diferentes, foi como um jato de querosene numa fogueira.
Autoridades no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos questionam a validade do documento e correm para estabelecer limites para o poder do Google. “Levantamos um questionamento junto à Ordem dos Advogados do Brasil, analisando as novas regras sob a ótica do Código de Defesa do Consumidor. Entendemos que há problemas quando a mudança é feita sem a opção para o usuário aceitar ou não”, disse o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), que participou de uma audiência pública para pedir esclarecimentos ao Google, em Brasília.
O Google contra-argumenta. “Não faz sentido que, após a criação de uma política nova, alguns usuários continuem com a velha. Isso criaria classes diferentes de usuários e uma confusão tremenda. É assim com qualquer serviço online”, diz Marcel Leonardi, diretor de políticas públicas e relações governamentais do Google no Brasil. Para Leonardi, a única mudança real que aconteceu foi a integração do YouTube e do Histórico de Busca aos outros produtos do Google. “A unificação teve como objetivo deixar a linguagem mais acessível e dar possibilidade de escolha ao usuário”, diz.
Paira ainda um fantasma sobre a cabeça de todos os internautas do mundo. Após ver fracassar as propostas de lei Sopa e Pipa, que previam punições pesadas contra quem violasse leis de direitos autorais, o Congresso dos Estados Unidos votará nos próximos meses o Ato de Proteção e Compartilhamento de CiberInteligência (Cispa, na sigla em inglês). O projeto prevê que agências de inteligência americanas, como FBI e CIA, possam ter acesso mais rápido (leia-se sem notificação) aos dados armazenados por empresas de internet, para agilizar investigações.
Apesar de os serviços web mostrarem aos usuários o que podem ou não fazer, parte do problema da privacidade está relacionada ao pouco conhecimento das pessoas. O próprio Google oferece ferramentas para navegação anônima e permite que o usuário tenha um e-mail diferente para acessar cada um de seus serviços, embora isso seja pouco prático.
“Nossas pesquisas mostram que a maioria das pessoas sabe que é monitorada, mas desconhece como as empresas fazem isso”, afirma John Gamble, da empresa de segurança TRUSTe. O melhor a fazer é prestar atenção no tipo de informação que você digita. Ao terminar este texto, meu número total de buscas no Google passou de 25.751 consultas iniciais para 25.766. Está tudo lá.

Juliano Barreto, de INFO
www.exame.com.br

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LinkedIn é processado nos EUA em 5 milhões de dólares


São Paulo – Uma americana está processando a rede social profissional LinkedIn em nada mais, nada menos que 5 milhões de dólares. De acordo com a Reuters, Katie Szpyrka alega que o site não cumpriu as normas de seguranças prometidas aos usuários. O resultado de tal “descuido” foi o furto de mais de 6 milhões de senhas e nomes de usuários no começo do mês.
Para os advogados da americana, a rede social enganou os seus clientes por ter políticas de segurança que contradizem as normas aceitas pelo mercado no que diz respeito à proteção de banco de dados.
Porém, para a porta-voz do LinkedIn, Erin O’Harra, o processo não tem qualquer mérito. “Foi feito por advogados querendo tirar vantagem da situação”, considerou à Reuters. Segundo ela, nenhum dos perfis do site foi invadido por conta do episódio, e a empresa não tem motivos para crer que algum dos seus membros tenha sido prejudicado diretamente pelo incidente.
A rede foi alvo de uma invasão logo nos primeiros dias de junho na qual foram furtados dados, como senhas e nomes de usuários, de mais de 6 milhões de contas do LinkedIn. As informações foram parar em um fórum russo frequentado por crackers.

Fonte: www.exame.com

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Governo vai afrouxar regras para aprovar médicos formados no exterior


Graduados em cursos estrangeiros podem até ser dispensados do exame de revalidação do diploma

BRASÍLIA - O governo vai afrouxar as regras para que médicos formados no exterior trabalhem no Brasil. A ideia é flexibilizar a exigência ou até dispensar estrangeiros e brasileiros graduados em faculdades como as da Bolívia, por exemplo, de fazer o exame para revalidação do diploma (Revalida), tido hoje como a principal barreira para a entrada de profissionais de baixa qualidade no mercado brasileiro.

A estratégia começou a ganhar contornos no último mês, após a presidente Dilma Rousseff encomendar um plano para ampliar rapidamente a oferta de profissionais de saúde. O plano é trabalhar em duas frentes: ampliar os cursos de Medicina e, enquanto a nova leva de profissionais não se forma, incentivar o ingresso de profissionais que cursaram faculdades estrangeiras.

A estimativa oficial é de que haja 291,3 mil médicos no Brasil ou 1,6 para cada mil habitantes. Nos Estados Unidos, a relação é de 2,5 por mil e no Uruguai, 3,3 por mil. O cardiologista e ex-ministro da Saúde Adib Jatene defende a adoção de uma estratégia que tenha foco na qualidade do profissional. "O País precisa de mais médicos, mas não a qualquer custo." Isso vale tanto para a criação de novos cursos quanto para a admissão de formados no exterior. "É preciso que novas vagas para Medicina sejam criadas em locais com estrutura, com hospitais de apoio e professores de qualidade", avalia.

Por ordem da Casa Civil, um levantamento das alternativas para facilitar o visto de trabalho de médicos formados no exterior está em curso. Os Ministérios da Saúde e da Educação trabalham para criar opções para o exame de validação do diploma. Uma das ideias é a criação de uma espécie de estágio para graduados em uma lista de faculdades, ainda em elaboração.

Remunerado pelo governo, o curso teria duração de até dois anos. Nesse período, o profissional trabalharia na rede pública, principalmente no Programa de Saúde da Família (PSF). Parte da equipe defende que, ao fim da preparação, o profissional tenha o direito de seguir trabalhando no País, sem fazer a prova para validar o diploma.

Resistência. A proposta enfrenta resistência no Conselho Federal de Medicina e até no governo. Mas há setores que defendem flexibilização maior: a validação automática do diploma do exterior para médicos formados num determinado grupo de faculdades. Além de aspectos técnicos, a equipe avalia detalhes jurídicos para pôr em prática as medidas.

O governo, que sabe ser preciso propor alterações na lei, nega-se a falar sobre o assunto, mas técnicos trabalham a toque de caixa para atender ao pedido de Dilma. Quinta-feira, em Nova Deli, ela voltou a apontar a carência de profissionais e adiantou que o País terá de fazer esforço para ampliar o atendimento.

A carência de profissionais é acentuada em regiões como a Norte. A disparidade é enorme entre o SUS e a rede privada, que concentra pessoal. O problema atinge principalmente as especialidades médicas. Atualmente, 24% das vagas de residência médica não são ocupadas. Na medicina de família e intensiva, a ociosidade alcança 70%.

O presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D"Ávila, contesta as estatísticas oficiais. "Estudos mostram que no País não há falta de profissionais, mas uma distribuição desigual." Para ele, o problema não se revolve com a abertura de escolas ou regras mais flexíveis. "Imagine as consequências de deixar uma pessoa sem boa formação. Vamos ofertar um profissional mal preparado só porque a população vive em áreas afastadas? Por que depende do SUS?"

Fonte: O Estado de São Paulo

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Comércio eletrônico tem oportunidade para várias áreas


O crescimento de quase 25% ao ano do comércio eletrônico no Brasil não vem fortalecendo apenas o varejo virtual. Mas também a procura por profissionais qualificados para atuar no segmento. As carreiras mais promissoras, segundo especialistas, são: analistas de sistemas, de mídias digitais e marketing digital, webdesign e segurança e arquitetura da informação.

Segundo o levantamento WebShoppers, feito pela empresa de inteligência de comércio eletrônico e-bit, em parceria com a Ecommerce School, 63% das empresas (veja mais dados nesta página) contrataram profissionais nos últimos seis meses, sendo que 79% acharam que os candidatos não atendiam a todas as habilidades necessárias. A pesquisa também revelou que 34% dos profissionais recebem salários acima de R$ 5 mil. Dos contratados, 40% ocupam os cargos de chefia, 10% coordenação, 24% gerência e 4% direção.

"O mercado está tão carente de bons profissionais que quem tem o mínimo de experiência necessária para atuar na área é contratado. Conheço um profissional que aos 24 anos foi convidado para assumir a direção geral em uma empresa. E ele está no meio do curso de pós-graduação. Realmente, o setor está bastante aquecido e precisando de mão de obra", comenta o diretor das empresas que atuam nos setor Gotcha/Audaz e MacplanPromove, Felipe Morais, de 32 anos.

Ele diz ter sete vagas abertas para a área de planejamento e não encontra profissionais com experiência. "É uma área estratégica e precisa ter alguém com um conhecimento amplo sobre o mercado e do negócio."

O gerente de e-commerce da Connect Parts, Luiz Dias, de 32 anos, afirma que também sofre para encontrar profissionais qualificados, principalmente para cargos gerenciais. "Quem está a procura de uma oportunidade de trabalho deve olhar com certo carinho para a área de e-commerce, que vem abrindo campo para várias carreiras e, cada vez mais, vai precisar de mão de obra qualificada. Até mesmo quem está atualmente no varejo físico tem boas chances de se firmar na carreira virtual. Precisamos dessa vivência para aperfeiçoar nossa atuação", diz.

Na opinião de Dias, no entanto, não adianta fazer um curso de apenas três meses e achar que é especialista e pleitear uma vaga para um cargo de gerência, por exemplo. "É preciso estudar bastante. Ler literatura específica, acompanhar palestras de grandes especialistas, fazer vários cursos, como especialização, MBA etc., para realmente adquirir conhecimento sobre o negócio." Ele acrescenta que vale a pena aceitar uma vaga para ganhar menos para ingressar no mercado. "Por conta da escassez, a ascensão é muito rápida."

Webdesigner na agência CVS, Thiago Araújo Andreo, de 28 anos, é um caso de profissional que viu o potencial do comércio virtual e resolveu investir. Formado em designer gráfico, fez cursos de webdesigner e optou por se especializar em projetos para a internet. Atualmente, é responsável por desenvolver a plataforma visual e a personalização dos sites dos clientes que querem ingressar no e-commerce. "Percebemos que a procura por esse tipo de trabalho está aumentando. E já buscamos profissionais para reforçar a equipe."

Andreo conta que seu interesse pela internet começou cedo. "Sempre desenhei e gostei muito de informática. Com o tempo comecei a mexer nos sites e me encantei. Para ser criativo e conseguir ter bons resultados nessa área é preciso gostar bastante."

Para o diretor da Universidade Buscapé, Daniel Cardoso, o setor necessita de profissionais das mais variadas áreas mas, principalmente a de marketing digital, vem sendo muito requisitada. "E são profissionais formados em marketing ou administração que podem se especializar e buscar uma vaga nesta área", diz.

A carência de mão de obra fez a universidade oferecer cursos online gratuitos de marketing digital e comparador de preço. "São disciplinas que dão uma visão básica para quem quer entrar na área. Mas há cursos que garantem certificado de consultor de e-commerce." Basta acessar o site: www.universidade.buscape.com.br.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Tristes notícias sobre Educação.


Coletânea de notícias de hoje que entristecem os Educadores de todo Brasil.


MEC anuncia o descredenciamento da Universidade São Marcos, em SP
O Ministério da Educação anunciou nesta quinta-feira (22) o descredenciamento da Universidade São Marcos. A instituição, que atualmente tem cerca de 1.300 aluno sem São Paulo e 800 em Paulínia, no interior paulista, foi despejada em dezembro de um terreno no bairro do Ipiranga, na região sudeste de São Paulo, onde mantinha um de seus campi, e estava sob intervenção judicial e em processo de readequação às normas do Ministério da Educação. Segundo o MEC, a universidade tem 90 dias para providenciar a transferência dos alunos para outras faculdades e a entrega da documentação acadêmica aos interessados.

Em nota, o MEC afirma que decidiu descredenciar a universidade "após processo administrativo em que se verificaram inúmeras irregularidades que comprometem o funcionamento da instituição".

Entre as irregularidades verificadas pelo ministério estão a falta de ato de recredenciamento da instituição, o descumprimento de medida cautelar de suspensão de novos ingressos e das medidas de saneamento determinadas pelo MEC em 2011 durante o processo de supervisão, constatação de inviabilidade financeira e desorganização acadêmica e administrativa da instituição.

A Universidade São Marcos está desde setembro do ano passado sob intervenção judicial. O interventor Carlos Galli disse ao G1 que a notícia do descredenciamento feito pelo MEC o pegou "de surpresa". "Teríamos uma reunião com o MEC nesta sexta-feira (23), mas o ministério desmarcou o encontro. Agora vem esta notícia. Estou indignado. Não sabemos o motivo dessa decisão. Estamos com a documentação pronta para regularizar a universidade", disse Galli.

Segundo ele, a diretoria da São Marcos vai se reunir nesta sexta-feira para definir que providências tomar.

Aulas começaram
As aulas na Universidade São Marcos começaram no dia 5 deste mês. O início das aulas estava previso para fevereiro e foi adiado duas vezes porque a universidade buscava um novo local para dar aulas, uma vez que foi despejada do campus que mantinha no Ipiranga.

Maria Aurélia Varella, a nova reitora da São Marcos, que foi nomeada pela Justiça, publicou no site oficial que a universidade havia conseguido alugar um novo imóvel para as aulas de cerca de 25 cursos oferecidos em São Paulo, na Vila Mariana. Ela destacou ainda que durante o processo de despejo, a universidade foi vítima de vandalismo. No site, ela citou exemplos como invasões, corte da energia elétrica no poste em frente a um dos campi e furto da bateria do gerador do prédio. "Eu chamaria de sabotagem, mas, como não posso acusar ninguém, fica tudo por isso mesmo", disse Maria Aurélia ao G1, em fevereiro.

Despejo
Em dezembro, a São Marcos foi despejada de seu campus no Ipiranga pela Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, dona do terreno. O motivo alegado pela congregação foi o fato de a instituição não ter quitado "expressivo débito correspondente a alugueis em atraso, inclusive com a celebração de acordo em ação de despejo".

Segundo a congregação, a universidade descumpriu o acordo judicial e não contratou seguro para os imóveis locados, além de não ter apresentado alvará do Corpo de Bombeiros.

Na época, a São Marcos afirmou em seu site oficial que "os alunos da Unidade Ipiranga serão transferidos para a Unidade ABC, a fim de se evitar maiores prejuízos". Galli, porém, afirmou que este anúncio foi feito pela antiga gestão da reitoria e que este espaço está vazio há mais de um ano e sem condições de abrigar os estudantes, já que o local teve a fiação furtada.

Fonte: G1 - Portal Globo

Mais 30 universidades são suspeitas de terem inflado as notas do Enade
Além da Universidade Paulista (Unip), outras 30 instituições são suspeitas de fraudes para inflar as notas no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), uma das ferramentas de avaliação do ensino superior. O Ministério da Educação (MEC) descobriu grandes disparidades nas notas dessas universidades de um ano para o outro.

Questionado, o MEC não revelou a lista das instituições. Também não há definição sobre quais serão as providências em relação a esses casos, mas o ministério afirmou que vai "agir com o mesmo rigor" que demonstrou com a Unip (mais informações nesta página). O Estado apurou que o assunto tem sido tratado com cautela, porque a pasta não teria estrutura para uma intervenção mais decisiva em todas essas instituições.

Os casos não foram descobertos agora pelo MEC. Já eram conhecidos pela pasta ainda na gestão do ministro Fernando Haddad (PT), que deixou o cargo em janeiro. A pasta não informou exatamente quando apurou as possíveis irregularidades e por que não tomou providências até agora ou se já pediu esclarecimentos às instituições.

As suspeitas recaíram sobre as universidades porque elas apresentaram melhoras consideradas incoerentes nos índices do exame. Esse salto nos índices foi o que ocorreu com a Unip.

Inflar. Conforme o Estado revelou no início do mês, a Unip apresentou grandes saltos nas notas de alguns cursos. No curso de Nutrição, por exemplo, a nota subiu 207% do Enade de 2007 para o de 2010, muito acima da melhora na média nacional, de 25%. Segundo especialistas, seria impossível transformar e melhorar um curso superior em um prazo tão curto.

Para inflar as notas no exame, a Unip é acusada de lançar mão de um esquema para que apenas os melhores alunos façam a prova. Quanto menor o número de inscritos, melhor é o resultado da instituição. Estudantes de desempenho acadêmico médio para baixo ficam com notas em aberto na época em que as instituições devem fazer as inscrições dos alunos para o Enade.

Em 2010, estavam aptos a fazer o exame alunos do último ano que tivessem completado pelo menos 80% da carga horária do curso até o dia 2 de agosto. Com as notas em aberto, os piores não completam 80% da carga horária e só os melhores da classe fazem o exame.

A Unip nega selecionar os melhores alunos para os exames. Atribui a melhora no Enade à criação de uma comissão para analisar os cursos.

O MEC não sabe se as outras 30 instituições usaram a mesma estratégia da Unip, mas as suspeitas vão nessa direção. O Enade é feito pelos calouros e formandos do ensino superior para avaliar os estudantes. O exame também compõe o conceito de qualidade das graduações. Grande parte das universidades do País usam o desempenho no Enade em peças publicitárias para atrair novos alunos.

Mudanças. Após as denúncias, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, alterou as regras do próximo Enade para tentar conter tentativas de fraudes.

Além dos alunos que se formarem em dezembro de 2012, como previa a norma atual, terão de fazer a prova, em novembro, estudantes que concluírem o curso seis meses depois, em agosto de 2013. Isso resolveria o problema de postergar a formatura de um grupo de alunos por um semestre para fazer com que só os melhores façam o exame.

O MEC também estuda medida que diz respeito a alunos transferidos de uma universidade a outra no último ano da graduação. A ideia é fazer com que a nota do estudante seja atribuída à instituição onde ele estava originalmente matriculado. A medida visa a evitar que universidades reprovem em massa estudantes de baixo desempenho antes do Enade.

Fonte: O Estado de São Paulo

MEC fecha universidade em São Paulo por irregularidades
A São Marcos tem 90 dias para providenciar a mudança e entregar toda a documentação acadêmica aos alunos.

O Ministério da Educação (MEC) decidiu descredenciar a Universidade São Marcos, de São Paulo, após verificar inúmeras irregularidade na oferta de cursos.

Entre elas, o descumprimento de medidas cautelares determinadas pelo ministério em função do baixo desempenho da instituição nas avaliações da pasta.

O descredenciamento significa, na prática, o encerramento das atividade da São Marcos. Os cerca de 2 mil alunos da instituição devem ser transferidos para outras faculdades.

A São Marcos tem 90 dias para providenciar a mudança e entregar toda a documentação acadêmica aos alunos.

De acordo com o MEC, as irregularidades verificadas "comprometem o funcionamento" da universidade.

Além de descumprir as medidas determinas pelo ministério no ano passado durante processo de supervisão, a pasta constatou que há "inviabilidade financeira e desorganização acadêmica e administrativa".

A reportagem não conseguiu localizar os dirigentes da instituição para comentar a decisão do MEC.
Fonte: Jornal Brasil Econômico

Alunos reclamam que faculdade troca aula presencial por a distância
Estudantes da Faculdade de Tecnologia Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), estão descontentes com uma série de mudanças implantadas após a recente aquisição da instituição pelo Grupo Anhanguera Educacional, o maior do País. Eles acusam a faculdade de ter mudado a grade curricular, introduzido disciplinas a distância em cursos presenciais, e reclamam de salas superlotadas e falta de professores.

Agfa da Lima Silva, de 24 anos, aluno do terceiro semestre de Gestão da Tecnologia da Informação, afirma que duas das sete disciplinas de seu curso agora são a distância e terão tutoria presencial apenas uma vez por mês. Isso significa que o jovem não tem mais aulas na faculdade às sextas-feiras e, às quintas, sai duas horas mais cedo. Antes, as aulas presenciais ocorriam nos cinco dias da semana das 19h até as 22h35. “Tem gente que não gosta desse tipo de ensino e eu havia escolhido esse curso exatamente porque era presencial”, diz o estudante.

Já a turma de Logística, que tinha apenas uma matéria ministrada a distância em 2011, passou a ter duas disciplinas nessa modalidade. “Quando entrei na Anchieta, tinha certeza da força do curso e de que seria uma boa graduação. Me sinto bastante lesado”, reclama Bruno Vinicius de Almeida Pinto, 21 anos, aluno do quarto semestre do curso e presidente do Diretório Acadêmico. O estudante que antes tinha a metade de uma noite livre, agora não precisa ir à universidade às sextas-feiras e sai mais cedo às quintas. Quando há tutoria presencial, o professor avisa e os alunos vão à faculdade.

Em Recursos Humanos, os alunos do terceiro semestre tiveram apenas uma aula da disciplina Legislação Trabalhista desde o dia 6 de fevereiro. “Não tem professor suficiente para cobrir todas as turmas, então eles fazem um rodízio entre as classes e completam as aulas com atividades a distância. O resultado é que a gente tem aula presencial uma vez por mês, no máximo”, conta Isabele Gonçaves Luiz, 29 anos, aluna da turma.

De acordo com o MEC, 20% da carga horária de um curso presencial podem ser a distância, mas instituição não pode adotar metodologia de forma aleatória

Os estudantes também reclamam de superlotação nas salas, o que segundo eles também é consequência da venda da instituição. Alunos de outras faculdades e universidades da região adquiridas pela Anhanguera foram encaminhados para a Faculdade Anchieta. “Minha sala tinha 35 alunos até o ano passado e agora está com mais de 50. Há turmas com mais de 100 alunos”, relata Silva.

Procurada pela reportagem, a Anhanguera nega que os cursos da Faculdade Anchieta tenham aulas a distância ou que enfrentem falta de professores. “Todas as disciplinas do curso estão sob a responsabilidade de professores presencias”, diz o grupo em nota enviada ao iG. A instituição afirma ainda que nestes cursos há atividades organizadas e disponibilizadas no ambiente virtual de aprendizagem e que cumpre a legislação vigente.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), 20% da carga horária total de um curso presencial podem ser ministrados com atividades a distância, desde que as avaliações sejam presenciais. O MEC destaca que a oferta de parte do curso na forma semipresencial deve estar expressa no projeto pedagógico do curso (documento entregue ao ministério e que deve estar acessível aos estudantes) e não pode ser adotada de forma aleatória pela instituição. Caso os estudantes considerem que há descumprimento da legislação, podem protocolar uma denúncia no Ministério para que seja aberto um processo de verificação.

Demissões

O presidente do Sindicato dos Professores do ABC (Sinpro-ABC), José Jorge Maggio, analisa que combinar aulas semipresenciais com presenciais é uma forma de diminuir gastos e prática comum nas unidades do Grupo Anhanguera. “Como é uma instituição com fins lucrativos e ações na bolsa de valores, quanto menos gastar com professores, maior o lucro. É uma lógica mercantilista, uma mercantilização da educação”, critica Maggio.

Segundo o Sinpro-ABC, desde dezembro de 2011, foram homologadas 384 demissões de professores do Grupo Anhanguera. Destes 65% eram mestres e doutores. Levantamento da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp), afirma que 1,5 mil professores foram demitidos pelo grupo no fim do ano passado.

Se você conhece outros casos ou gostaria de comentar esta situação, use o espaço para comentários no fim desta página e informe o seu email para retorno no corpo do texto. Se preferir, escreva para educacao@ig.com
Fonte: Portal IG

MEC instala auditoria na Unip e visitará cursos em fase de reconhecimento
O Ministério da Educação, depois de confrontar as denúncias de irregularidades na aplicação do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) com as alegações apresentadas pela Universidade Paulista (Unip), decidiu instalar uma auditoria na instituição como forma de aprofundar as investigações. Essa auditoria terá um prazo de 60 dias e será realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e pela Secretaria de Regulação e Supervisão do Ensino Superior (Seres).

A decisão foi tomada na tarde desta quinta-feira, 22, e inclui ainda a visita de avaliação in loco em todos os cursos da Unip em fase de renovação de reconhecimento. As mesmas medidas serão tomadas em todas as instituições de ensino superior suspeitas de qualquer irregularidade em relação ao Enade.

O Ministério da Educação decidiu também descredenciar a Universidade São Marcos, de São Paulo, após processo administrativo em que se verificaram inúmeras irregularidades que comprometem o funcionamento da instituição.

Entre as irregularidades verificadas estão a falta de ato de recredenciamento da instituição, o descumprimento de medida cautelar de suspensão de novos ingressos e das medidas de saneamento determinadas pelo MEC em 2011 durante o processo de supervisão, constatação de inviabilidade financeira e desorganização acadêmica e administrativa da instituição.

Com o descredenciamento, a instituição deverá providenciar a transferência dos alunos e a entrega da documentação acadêmica aos interessados em 90 dias.

Diferença entre concluintes motiva auditoria na Unip

A redução na porcentagem do número de estudantes concluintes da Unip inscritos no Enade em relação ao número de concluintes informados no Censo da Educação Superior. Foi basicamente esta incongruência que serviu de base para o Inep requerer uma auditoria para apurar a consistência dos dados apresentados pela instituição.

Veja as considerações finais do relatório do Inep sobre as denúncias de irregularidades praticadas pela Unip no Enade.

Considerações Finais:

"Os resultados obtidos a partir do presente estudo mostram uma redução significativa na porcentagem do número de estudantes concluintes da UNIP inscritos no Enade em relação ao número de concluintes informados no Censo da Educação Superior entre os anos de 2007 e 2010, apresentando uma grande discrepância em relação aos demais cursos da área de Saúde do país. Entretanto, este fato poderia ser justificado pelo Sistema Tutelado, que segundo a IES, foi adotado a partir de 2008, o que faria com que grande parte dos estudantes concluintes deixassem de formar no segundo semestre do ano e passassem a formar no primeiro semestre do ano seguinte.

Apesar de não constar na denúncia, também é relevante, o baixo índice de participação dos estudantes ingressantes inscritos pela IES no Enade 2010, se comparado ao número observado nas demais IES do país. Nesse quesito, é importante considerar o uso que se faz desse resultado dos ingressantes para o cálculo do Conceito Preliminar de Curso (CPC).

Apesar das diferenças significativas observadas a partir do estudo do número de concluintes inscritos e do número de ingressantes participantes no Enade da UNIP, após ouvida a IES denunciada, acerca da sua organização curricular que confirma haver a implantação de um sistema tutelado, que em tese selecionaria os alunos que participam do exame, não se poder afirmar, sem uma análise aprofundada junto à IES, que a mesma tenha praticado irregularidade com relação ao Exame, conforme sugere a denúncia feita pelo reitor da Universidade de Sorocaba.

Dessa forma, requer-se que seja realizado uma auditoria com a participação do INEP e da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres/MEC), a fim de apurar a consistência dos dados apresentados pela Instituição”.

Assessoria de Comunicação Social
Fonte: Portal MEC

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Idosos voltam ao mercado de trabalho


Os idosos estão voltando ao mercado de trabalho com tudo. Pesquisa feita pela consultoria de recursos humanos Hays, aponta que 20% das companhias contratam profissionais aposentados. Desse total, 75% para cargos técnicos, 33% para a diretoria e 28% para a gerência. O motivo: falta de mão de obra qualificada, redução de custos e, principalmente, amplo conhecimento técnico.

"É comum as empresas, por questões estratégicas, optarem por trocar dois profissionais juniores por um sênior, que trará mais expertise para o negócio. Principalmente quando a companhia passa por um período de contenção de gastos e que precisa dar uma guinada no mercado", comenta o gerente de expertise da Hays, André Magro.

Segundo o especialista, principalmente as áreas técnicas como de engenharia e de finanças e comercial estão bastante interessadas nesse público. Magro estima que o mercado ficará ainda mais aquecido para os profissionais com mais de 60 anos nos próximos oito anos por causa do aumento da demanda.

"Com a situação econômica favorável ao Brasil, muitas empresas estão trazendo novos projetos para o País. E são projetos de longo prazo, que necessitam de mais gente. E mesmo com o volume de profissionais que se forma todos os anos nas universidades, haverá um déficit de mão de obra. Por isso, os aposentados e seniores serão muito requisitado. Além de dominarem perfeitamente a sua área, trazem resultados imediatos à corporação. Muitos, inclusive, voltam ao mercado como consultores", diz.

É o caso do contabilista da FBM Consulting, Osvaldo Cesarino, de 59 anos. Aposentado há seis anos, ele investiu em uma consultoria própria nos primeiros anos de "liberdade" e depois foi convidado pela empresa para voltar ao mercado de trabalho em 2011. Hoje, ele presta consultoria para os clientes da FBM e cumpre uma carga horária de oito horas por dia.

Atividade. "Gosto de ficar ativo. Tenho experiência e muito gás para queimar. Já trabalhei 12 horas por dia. Para mim o que faço hoje é tranquilo. É uma forma de complementar a minha renda mensal - afinal todos sabem do encolhimento dos salários com a aposentadoria - e me manter ocupado", ressalta.

Outro que não quer trocar a vida corporativa por nada é o consultor de recursos humanos da BDO RCS Nelson Moschetti, de 68 anos. Aposentado há 16 anos, teve pouco tempo de descanso antes de ingressar na empresa em 2001. Desde então, dedica boa parte do seu dia a desenvolver projetos de gestão para os clientes da empresa. "Meu xodó é o treinamento gerencial que ofereço para profissionais que ocupam cargos de chefia. Afinal, todo chefe precisa saber gerenciar uma equipe", comenta.

Para ele, além do complemento salarial, trabalhar é uma forma de se manter "antenado" e aprender. "Nunca podemos acreditar que não temos mais nada para conhecer. É muito gratificante ensinar aos jovens e trocar experiências com eles. Já aprendi muita coisa e vou continuar aprendendo", diz.

Na opinião da vice- presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Elaine Saad, vários fatores vêm contribuindo para o retorno de pessoas com mais de 60 anos ao mercado de trabalho. O primeiro, segundo ela, é a escassez de mão de obra. "Há profissionais no mercado, mas não com o domínio técnico e de gestão deste público. Com a velocidade que as coisas estão caminhando, não há tempo suficiente para formar pessoas e atender o mercado."

Outro ponto favorável é a ascensão meteórica da geração Y, que vem assumindo cargos de chefia. "Eles não têm a vivência necessária para ocupar certas posições. E muito da experiência profissional que temos é do conhecimento de vida. As empresas perceberam isso e trouxeram profissionais mais maduros também para cargos de chefia para conseguir um equilíbrio".

De acordo com Elaine, o mercado também vem abrindo oportunidades para cargos antes ocupados apenas por jovens como caixas e atendimento. "São pessoas maduras e que gostam de lidar com pessoas. Principalmente a simpatia e a atenção especial que eles dão ao cliente vêm sendo apreciada pelas companhias, que necessitam de profissionais com esse perfil."

Para a diretora da consultoria de recursos humanos Solução Labor, Suyen Miranda, "os idosos serão a bola da vez do mercado de trabalho". "Temos percebido uma procura considerável por esses profissionais, principalmente em áreas técnicas e de relacionamento com o cliente."

Suyen acredita que o interesse pelos idosos começou com a necessidade de inclusão social. Segundo ela, quando as empresas começaram a contratar profissionais com necessidades especiais, por determinação da justiça, perceberam que precisavam de pessoas para conduzi-las no ambiente corporativo. Durante o processo seletivo, observaram que os idosos tinham um desempenho melhor do que os candidatos com menos de 30 anos. "As empresas começaram a perceber que eles traziam mais resultado no atendimento, no ponto de venda e nas áreas técnicas."

A diretora ainda comenta que um estudo feito no setor da construção civil apontou a necessidade de se trazer profissionais de engenharia de volta ao mercado. "Eles conhecem as técnicas que foram feitas antes do advento do computador. Sabem montar na mão um desenho de um mapa esquemático, de um sistema, de uma planta. E isso vem sendo valorizado no mercado."

Márcia Rodrigues
Fonte: O Estado de São Paulo

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Como superar o trauma do microfone


A necessidade de falar durante apresentações de negócios para parceiros, imprensa, acionistas e diretorias internacionais tem feito as empresas procurarem, cada vez mais, cursos de expressão verbal e oratória para seus executivos. Em alguns, o aumento de matrículas foi de mais de 40% entre 2010 e 2011 e quase todos os alunos ocupam cargos de média gerência ou superior.

"Uma das minhas conferências mais recentes teve de ser feita em inglês, para a equipe da matriz da Accor, na França", lembra Cláudia de Barros Barbosa, gerente de marketing da marca Novotel na América Latina, que já realizou dois treinamentos em oratória custeados pelo grupo hoteleiro, dono de bandeiras como Sofitel e Mercure.

O programa de treinamento para porta-vozes da companhia foi iniciado em 2010. Segundo Felipe Boni, gerente de comunicação corporativa da Accor para a América Latina, a diretoria sentiu a necessidade de capacitar os executivos para falar bem durante encontros com a imprensa e em palestras de negócios.

No ano passado, foram treinados mais de 60 gestores de áreas como operações, recursos humanos, vendas, marketing, compras e desenvolvimento de novos negócios. "Por conta do ambiente competitivo em que atuamos, é essencial ter profissionais preparados para representar adequadamente a empresa", diz Boni. Este ano, o plano é qualificar dez executivos, com investimentos de cerca de R$ 40 mil.

Segundo Cláudia, no grupo desde 2003, uma boa expressão verbal é fundamental na sua função. "Na época do curso, estávamos em processo de expansão. Havia necessidade de expor a marca de maneira forte e convincente diante de investidores, equipes e da imprensa", conta.

O último curso da executiva na área durou três meses e a ensinou como manter uma comunicação objetiva, segura e com recursos de persuasão. "É possível corrigir pequenos erros e nos preparar melhor para situações reais". Antes dos treinamentos, além de se preocupar com o conteúdo das conferências, Cláudia precisava também conter o nervosismo. "Passar segurança é fundamental no mundo dos negócios."

De acordo com Reinaldo Polito, professor de oratória há 35 anos e autor de vinte livros sobre o tema, os executivos querem se apresentar com naturalidade nas reuniões de trabalho. "Os alunos não se conformam em ocupar funções importantes e se sentir desconfortáveis ao falar em público". No ano passado, a escola de Polito formou cerca de 1,6 mil pessoas, um aumento de 20% em relação a 2010. A maior parte dos alunos era formada por executivos patrocinados pelas empresas. "Com o mercado mais aquecido, os executivos aproveitam para alavancar a carreira. Falar bem é essencial."

De acordo com ele, tem crescido a procura por parte dos profissionais de empresas de tecnologia e do setor farmacêutico. "Embora as multinacionais sejam as que mais investem no desenvolvimento da comunicação dos colaboradores, as organizações brasileiras passaram a patrocinar muitos cursos nos últimos cinco anos", ressalta.

A Bematech, do setor de tecnologia, que fatura R$ 394 milhões ao ano, começou a investir nesse quesito a partir da abertura de capital, em 2007. "Foi quando intensificamos a atuação internacional, com a aquisição de uma companhia sediada em Nova York", afirma o gerente de recursos humanos Nilson Nascimento. Nos últimos três anos, a empresa, que tem mil colaboradores em quatro países, treinou 166 funcionários na área de expressão verbal, inclusive com cursos a distância ministrados pela universidade corporativa do grupo. "As aulas contemplam módulos para líderes sobre relações com a imprensa, técnicas de negociação entre outros."

Segundo Nascimento, a Bematech banca os cursos para que os colaboradores mostrem desenvoltura nas ocasiões em que representam a companhia, além de buscar melhores resultados nos negócios. "É preciso cativar os interlocutores e mostrar clareza na exposição de ideias", afirma.

O gerente de parcerias da organização, Luis Luize, na empresa desde 1994, já está no segundo curso na área. O último treinamento, realizado no final do ano passado, durou quatro horas. "Por atuar no departamento responsável pelo contato com desenvolvedores de soluções de automação comercial, as apresentações em eventos fazem parte das atividades", explica. Luize pretende também frequentar sessões de fonoaudiologia para tornar a dicção mais clara. "O objetivo é conseguir gravar vídeos com uma maior desenvoltura."

Segundo Fernando Pereira, fundador do Instituto FaleBem, que treinou 350 alunos no Rio de Janeiro (RJ), São Paulo e Campinas (SP) durante 2011, a maioria dos executivos procura ajuda quando precisa desempenhar novas tarefas no escritório. "Eles querem amenizar a ansiedade e superar o medo de falar". No ano passado, a demanda no instituto aumentou 17% ante 2010 e 75% das matrículas foram de profissionais em cargos de liderança. "É comum também as empresas nos procurarem para melhorar a postura dos funcionários e eliminar vícios de discurso como erros de plural e concordância verbal", diz. Cerca de 40% das aulas do FaleBem são no modelo "in company", com duração de oito horas. As maiores demandas vêm de consultorias, indústrias, comércio e terceiro setor.

Para o professor Reinaldo Passadori, presidente do instituto que existe há 27 anos, boa oratória e liderança caminham de mãos dadas no mundo corporativo. "Embora a comunicação verbal seja um dos principais recursos do profissional moderno, ela ficou para trás nas grades das escolas e das universidades", afirma. "Os executivos, principalmente os de gerações mais recentes, correm atrás do prejuízo para desenvolver essa habilidade. Sem ela, dificilmente irão se destacar". Em 2011, o Instituto Passadori recebeu 2,5 mil alunos, 43% a mais do que no ano anterior. A maioria dos cursos é realizada dentro das organizações e setores como construção, serviços e governo estão entre os que mais procuram o treinamento.

Existem, contudo, profissionais que investem parte do salário em cursos dessa natureza. Viviane Pasko, gerente de marketing da Arcon, de serviços de segurança em TI, bancou recentemente um curso de apresentação. "A necessidade de aprimoramento deve ser uma constante na carreira de qualquer executivo", justifica.

Antes de saber como se expressar, no entanto, Viviane diz que é essencial dominar o assunto que será apresentado. "As técnicas de expressão servem para nos ajudar a fazer uma palestra mais interessante", diz.

Fonte: Valor Econômico

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